MORO X BOLSONARO

“E em qual herói caído devemos acreditar? Moro ou Bolsoraro?”, indagou a advogada, Ionara Nunes.

Dra. Ionara Nunes *

“Eu vejo uma coisa só”, proferiu a advogada Rosângela Moro em entrevista a uma conceituada revista no mês de fevereiro deste ano. De lá para cá muita coisa mudou, mas uma coisa é certa: a esposa do ex-juiz e agora ex-ministro não errou em sua análise, pois ambos, Bolsonaro e Moro, são realmente uma coisa só.

O povo brasileiro, em sua eterna carência de tantas coisas, está sempre à espera de alguém iluminado e acima do bem e do mal que venha ser o salvador, o redentor de todos os males, da política ao futebol, e isso pelo jeito não está nenhum pouco perto de mudar, pois se analisarmos a história, antiga e atual, vemos que o povo está sempre pronto para acolher o herói de ocasião, e quando esse herói sucumbe à sua falível humanidade, o mesmo povo passa a odiá-lo com todas as forças, mas já estará preparado para transferir a paixão para o próximo candidato a redentor que estiver na fila.

Em um passado recente, ainda como juiz da famosa Operação Lavajato, Sérgio Moro despontou do anonimato para a fama, ficando conhecido como o grande herói nacional que estava predestinado a combater a corrupção e, seu trabalho messiânico, fardo tão pesado para um simples homem mortal, colocou na cadeia muitos vilões e até um então herói para tantos, o Ex-Presidente Lula. Após este feito e com toda a publicidade envolvida, as coisas começaram a mudar para o juiz, para o bem e para o mal.

Em paralelo, um capitão que foi expulso do exército e que ocupava há trinta anos uma cadeira no Congresso Nacional despontava como o “mito”, outro homem iluminado e predestinado a salvar o Brasil da corrupção, pois o povo já estava cansado de tantos escândalos e a operação da Polícia Federal, junto com a mídia, potencializavam a exposição de mais e mais casos, pessoas e partidos. Um caos.

Acontece que tanta exposição um dia cobra seu preço e tanto Moro quanto Bolsonaro ao se tornarem figuras unânimes, míticas, essenciais, com tantas similaridades, um dia inevitavelmente formariam uma linda união, o casamento perfeito, o amor inabalável, só que não!

Aos poucos Moro foi se revelando e Bolsonaro foi ganhando mais e mais apoiadores e, em 2018, foi eleito Presidente da República tratando logo de convidar o então Juiz para ser Ministro da Justiça. De pronto foi aceito. Estariam eles envolvidos antes da campanha? Afinal, o principal adversário de Bolsonaro e anterior herói nacional, tinha sido preso por Moro e em seguida ele recebeu o convite. As revelações do The Intercept evidenciam que para atingir o objetivo proposto foram admitidos até atos que figuram também como corrupção, a vida é irônica!

Tempos depois começaram a surgir os escândalos de laranjal de Flávio, Queiroz, milícias, caso Marielle, morte do Ex-PM Adriano e o que fez o Ministro da Justiça símbolo máximo da luta anticorrupção? Ficou em silêncio. Passou mais de um ano vendo a cada dia o governo Bolsonaro se atolar em escândalos e nenhuma providência tomou. Até que um dia resolveu fazer uma coletiva para informar que estava deixando o Ministério da Justiça com revelações bombásticas sobre o governo que ele ajudou a criar e manter.

O que Bolsonaro fez em seguida? Além de proferir as loucuras de sempre em um pronunciamento completamente sem pé nem cabeça, revelou que ele teria negociado sua ida para o STF em troca da demissão do Diretor da Polícia Federal, homem de sua confiança. Moro nega.

Os apoiadores de Moro dizem que ele saiu porque o presidente estava tentando interferir em investigações sigilosas da PF que envolvem seus filhos. Já Bolsonaristas dizem que Moro é um oportunista com ambições políticas que só saiu do governo porque não conseguiu o que queria: a indicação para a vaga de novembro ao STF.

E em qual herói caído devemos acreditar? Nos dois!

* Advogada

CRISE HUMANITÁRIA E O PAPEL DO ESTADO

Dra. Ionara Nunes *

O mundo como o conhecíamos não existe mais! Estas palavras não são minhas, mas de muitas pessoas que vão diariamente à TV falar dessa enorme crise global que nos assola, só que ela não é a primeira, pois já estamos ficando habituados com diversas crises quer sejam financeiras, naturais, da saúde, humanitárias. O Corona Vírus é a bola da vez. Qual será a próxima? Não gostaria de fazer tal estimativa catastrófica, mas a humanidade tem feito pouco para evitar mais uma crise. Existe saída? Sim, mas onde ela está? Nas mãos dos mesmos seres causadores de crises, os seres humanos.

Desde os primórdios a percepção de que a ganância humana ampara poucos e desampara muitos é presente, mas também é sabido que muitos sobreviveram quando se organizaram e se uniram em tribos a fim de defender seus interesses e os de sua tribo. É a lei da sobrevivência. Unidos os dominadores sempre conseguiram sobreviver e prosperar.

A humanidade ao longo do tempo foi evoluindo para o que conhecemos hoje, mas embora estejamos envoltos em tecnologias, conhecimentos avançados e a vida tenha ficado teoricamente mais fácil, uma coisa permanece intacta: o ser humano tem que lutar pela sobrevivência e esta luta tem ficado cada vez mais dura, apesar das facilidades da vida moderna.

Em algum momento se percebeu que apenas a chefia das tribos já não era mais suficiente para organizar e controlar as pessoas, a quantidade de gente cresceu e foi preciso um método inovador: o Estado foi criado e a ele todos prestam satisfações, pagam impostos e devem obediência. Existe forma melhor de organização da comunidade? Já tentaram, mas também foi provado que se a mão invisível dele protege ou pelo menos tenta proteger a sociedade, as pessoas conseguem sobreviver com o mínimo de direitos assegurados.

Tem sido através do Estado que se pôde pensar em sistemas de educação e saúde públicas, o direito de recorrer ao judiciário quando algum direito é negado também advém dele e o direito de cobrar das lideranças que se dispõem a nos representar também surgiu da noção de que existe alguém mais poderoso que um Rei e que todos, inclusive este Rei, deve obediência através de um código de leis universais chamado Constituição.

Ocorre que de uns tempos para cá entusiastas do desmantelo do Estado, os arautos do Estado mínimo alardeiam que é mais frutífero para todos que os recursos públicos diminuam, que as privatizações aumentem, que o trabalho se precarize e que o bom é uma vida mais individualista, onde a existência dos patrões de si mesmos e os empreendedores se proliferem a cada esquina. Uma maravilha na teoria, mas na prática não tem dado nada certo. A pobreza aumentou, a desigualdade explodiu, a indústria perdeu força, o trabalho ficou cada vez mais penoso e os direitos sociais ficaram cada vez mais difíceis de se garantir e, no meio desse turbilhão veio a COVID-19.

Então agora se vê a importância do Estado para a solução da crise da pandemia. De fato, quanto mais mínimo ele for, menos pessoas estarão protegidas e mais fácil será a contaminação. Foi preciso isso para se perceber que a desigualdade é a causa dos grandes males do mundo? Qualquer enfermidade se potencializa em um ambiente de miséria e fome. A Europa, na Idade Média, passou pela Peste Negra e teve quase toda a sua população aniquilada e, com isso, entendeu que uma sociedade com condições dignas de vida resiste à destruição em massa. Existem muitas mortes por lá agora devido a esse vírus, mas eles certamente irão se recuperar e melhorar o que já é ótimo, o seu sistema de saúde gratuito e universal. Saúde é um Direito.

No Brasil o SUS tem suas muitas deficiências e a cada ano perde investimento por causa de um insano e injustificável congelamento de gastos na saúde e, mesmo assim, consegue salvar muitas vidas. O SUS só existe por causa do Estado e se este for mínimo não será possível pensar em saúde para todos. Muitos morrerão e ninguém quer a morte.

*Advogada 

Por Auri Simplício: Jogo de Intrigas

Por Auri Simplício – vice prefeito de Macaíba

Causa desconforto aos que fazem o sistema politico governamental, a postura assumida pelo então Secretário para Assuntos de Governo, Linduarte Lima, ao colocar de forma não convencional, a disposição do funcionário público Edi Elias, os blog´s, “Informativo Atitude” e “Macaíba no Ar”, indo além, quando constrange funcionários da gestão municipal, a pousarem para fotografia e declararem apoio ao pré-candidato de sua predileção.

Nossa experiência politica, acumulada ao longo desses dezesseis anos, não nos permite fazer a leitura de aonde vamos chegar com essa estratégia, quando publicamente, expõe uma disputa interna. A oposição acompanha e torce a distância, aguardando o desfecho deste imbróglio que deixa a situação fragilizada.

O momento politico, requer do sistema situacionista, a união de forças, que promovam a convergência em torno de um projeto único para o desenvolvimento do nosso município e não estimular à discórdia dentro da própria base política. Não cabe em Macaíba um Projeto pessoal como o defendido pelo Secretário, cooptando funcionários do município a sua causa, prometendo o que não tem para entregar. A politica é um espaço coletivo, onde se debate democraticamente as ações que venham ao encontro dos anseios da população.

Quando Linduarte, se auto-intitula, como um grande estrategista da politica macaibense, colocando-se como responsável pelas estratégias vitoriosas em todas as campanhas da atual gestão, no mínimo causa estranheza, sendo necessário que se reveja a história.

Em 2004, encontrava-me ausente da politica, Dr. Fernando candidato natural à reeleição, “sem necessidade de pesquisa”, fui convidado para compor a chapa como Vice-Prefeito. Em 2008, havia vários pré-candidatos a Prefeito, para surpresa de todos à candidata escolhida “sem necessidade de pesquisa” pela gestão municipal, foi Marilia Dias, contrariando vários pretendentes ao cargo. O final desta história, todo macaibense a conhece.

No mínimo exijo respeito a nossa postulação como pré-candidato, que nasce legitimada por uma convivência pacífica e de serviços prestados ao município durante dezesseis anos, dos quais, doze exercendo o mandato de Vice-Prefeito e quatro a frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município. O excesso de pragmatismo imposto pelo Secretário põe em cheque a construção de uma unidade politica, forte e coesa no sistema governista.

No atual cenário politico, precisamos ter bom senso, principalmente em respeito ao povo de Macaíba, que por vinte anos vem delegando ao sistema vitorioso do Prefeito Dr. Fernando, a primazia da governabilidade do 5º município mais populoso Rio Grande do Norte.

Neste momento, diante da eminência de alternância do poder, não podemos, nem devemos, sinalizar para um futuro de incerteza, e ao mesmo tempo, transferir para a população, o sentimento da dúvida. Já vivenciamos essa experiência e não deu certo.

Emídio Jr. realiza reunião do Gabinete Itinerante em Ladeira Grande

Essa foi a 6º edição do projeto Gabinete Itinerante, que reuniu mais de 40 pessoas.
População de Ladeira Grande presente na 6º Edição do Projeto Gabinete Itinerante (Fotos: Edeilson Morais/Assessoria Emídio Jr.)

Na noite dessa terça-feira (08), o vereador Emídio Jr. realizou a 6º edição do projeto Gabinete Itinerante, que tem como objetivo ir até as comunidades para ouvir a população. A reunião foi realizada na comunidade de Ladeira Grande, que é uma das comunidades esquecidas pela Prefeitura de Macaíba, por fazer divisa com São Gonçalo do Amarante.

“Ao ouvir o povo falar que o prefeito só aparece na comunidade em época de campanha eleitoral, a gente nota o total falta de atenção da Prefeitura com o povo de Ladeira Grande. Por ser uma comunidade que faz divisa com outra cidade, no caso São Gonçalo, acontece o mesmo problema que já relatamos com o bairro Bela Vista, ou seja, lá o povo vive no total abandono”, disse Emídio Jr.

A reunião foi realizada em frente à Igreja Católica

O vereador relata que a população de Ladeira Grande sofre constantemente com problemas respiratórios, por causa da poeira produzida pela estrada de barro. “A principal reivindicação dos moradores é o calçamento da rua principal, pois, por ser de barro, os carros quando passam causam uma poeira gigantesca e a população fica prejudicada com problemas respiratórios e as casas empoeiradas”, finalizou.

Selva sem leão vira confusão

Macaíba News reproduz artigo de José Ademir, vulgo Bolinha, um dos líderes do grupo Macaíba do Futuro, sobre a insegurança de nossa cidade.
Foto: Reprodução/Facebook

Por José Ademir (Bolinha)

Isso é Macaíba. Terra que:

Prefeito;
Vice – prefeito;
Quase todos os vereadores;
Quase todo secretariado;
Delegado;
Juiz;
Promotor;
Oficial de polícia;
E outras autoridades…

Todos moram em outra cidade, para não dizer em seus luxuosos condomínios fechados com segurança privada.

Alguma alma ingênua acredita que eles estão preocupados com as constantes trocas de tiros?
Ou com a melhoria da qualidade de vida do povo de Macaíba?

Selva sem leão quem manda é facção!

Se eles passassem pelo que nos passamos estariam batendo nas portas certas pra resolver. Se aqueles do campo político tivessem suas residências fincadas no centro do confronto, dúvido que continuasse assim.

Muitos dizem que amam Macaíba, logo depois entram em seus luxuosos carros importados e vão para seus luxuosos condomínios fechados com segurança privada…

Amar assim??????

Tem até outros (a) que nessa época alugam uma casa na cidade por alguns meses para convencer o eleitorado que tem raízes aqui.

Raíz tem que está fincada no solo e não passando por ele!

Reflitam!!!!”

“Não devemos repetir a história, devemos criar uma nova história”, Gandhi.

GUARDA MUNICIPAL E PM REALIZAM OPERAÇÃO PARA COIBIR ASSALTOS NO TRANSPORTE PÚBLICO DE SGA

Os agentes de segurança do município e da 2ª Companhia do 11º Batalhão da PM atuaram na fiscalização e abordagem de veículos em barreiras itinerantes.
Foto: Divulgação

Por Anderson Souza, Senadinho São Gonçalo

A Guarda Municipal de São Gonçalo do Amarante/RN e a Polícia Militar iniciaram, na última segunda-feira (21), operação São Gonçalo Segura, coordenada pela Secretaria Municipal de Defesa Social, que busca coibir ações de criminosos, como assalto, no transporte público. A ação foi estendida durante toda semana.

Os agentes de segurança do município e da 2ª Companhia do 11º Batalhão da PM atuaram na fiscalização e abordagem de veículos em barreiras itinerantes, com apoio da Central de Videomonitoramento da Prefeitura. Na quinta-feira (17), três pessoas que estavam sob controle de criminosos foram resgatadas.

Macaíba News 

Vejam que São Gonçalo do Amarante é exemplo de organização tem a sua guarda municipal que pode atuar em ação conjunta com PM RN, diferente do que encontramos na realidade terras macaibenses, as ações de Blitz, patrulhamento ocorreram a anos e apenas em momentos de crescentes assaltos e morte em nossa cidade.

Delação de Rita das Mercês é uma bomba na candidatura de Ederlinda Dias

Para se eleger Ederlinda Dias deputada estadual, é necessário cerca de 40 mil votos, mas se ela tiver 10 mil em Macaíba é muito! Por isso, os Cunhas precisam do apoio de seus “principais aliados políticos”. O problema é que eles estão envolvidos até o pescoço no escândalo dos funcionários fantasmas da Assembleia.
Os Cunhas e seus “principais aliados políticos”, Robinson Faria e Ricardo Motta

Por Jefferson Lázaro

A notícia que tomou conta do RN nesse final de semana foi a delação da ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa do RN, Rita das Mercês, ao Ministério Público Federal, de que 52 políticos e desembargadores teriam envolvimento no esquema de inclusão de funcionários fantasmas no Poder Legislativo, que desviou cerca de R$ 5,5 milhões, de 2006 a 2015, segundo denúncia do Ministério Público Estadual.

Aí você deve está se perguntando: o que cargas d’água isso tem a ver com a candidatura de Ederlinda Dias a deputada estadual? Tudo, pois o sucesso da candidatura dela depende da reputação dos principais aliados políticos do prefeito, Fernando Cunha, irmão do seu esposo, Sérgio Cunha. Mas quem são esses “principais aliados”? Primeiro, vamos começar pelo aliado mais antigo, deputado estadual Ricardo Motta.

Em todas as eleições estaduais a partir dos anos 2000, quando Fernando Cunha foi eleito prefeito de Macaíba pela primeira vez, Motta foi seu candidato a deputado estadual. Foi assim nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014, quando também os Cunhas votaram no filho dele, Rafael Motta, para deputado federal.

Já a aliança política com Robinson Faria começa em março de 2009, quando ele nomeou Sergio Cunha e Ederlinda Dias funcionários da Assembleia, em troca de apoio nas eleições de 2010, para a chapa que ele montou com Rosalba e também para a candidatura de seu filho, Fábio Faria, a deputado federal. Em contrapartida, Robinson e Rosalba ajudaram Fernando Cunha a voltar à Prefeitura de Macaíba em 2012, numa derrota história para a então prefeita, Marília Dias. A aliança continuou e, em 2016, os Cunhas ajudaram a eleger Robinson Faria governador do Estado.

Porém, para eleger Ederlinda deputada estadual, é necessário cerca de 40 mil votos, uma vez que ela faz parte do partido que está no governo. Mas aí é que está o problema, pois político algum tem essa quantidade de votos em Macaíba. Se ela tiver 10 mil votos, já é muita coisa, quem dirá 40 mil!  Ou seja,  vai ter que buscar votos fora e para isso os Cunhas contam com apoio de seus “principais aliados”.

Agora, voltando para o início do texto, Advinha quem eram os presidentes da Assembleia na época das “nomeações fantasmas? Robinho e Ricardinho, como diria o vereador Silvan. O primeiro foi presidente da Assembleia de 2003 a 2010. E o segundo, de 2011 a 2015. Ou seja: são os principais responsáveis por tornar a Assembleia Legislativa uma mansão mal assombrada que, em menos de dez anos, tornou-se uma maldição para os cofres públicos.

Para se ter uma ideia, apenas na gestão de Ricardo Motta, a quantidade de cargos comissionados na Assembleia cresceu de 836 para 2.538. Além disso, foi na gestão de Robinson Faria, como dito acima, que Sergio Cunha e Ederlinda foram nomeados em troca de apoio político, mesmo sendo casados, algo proibido pela Lei Contra o Nepotismo. Resta saber agora se, além do nepotismo, eles também eram fantasmas ou não…

Um visionário por convicção e necessidade

O Macaíba News reproduz excelente artigo publicado pelo Observatório da Imprensa sobre o jornalista Alberto Dines, falecido essa semana em São Paulo.
 jornalista Alberto Dines, 1932-2018 (Foto: Ana Paula Oliveira Miguari/EBC)

Por Carlos Castilho

“Volta ao trabalho e não esquenta a cabeça”. Foi com esta ordem que Alberto Dines, em agosto de 1970, me recebeu na sua sala de editor-chefe do Jornal do Brasil, depois que passei quase três meses desaparecido dentro de uma cela do DOI-CODI, no quartel da Polícia do Exército, na rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro.

Foi meu primeiro contato direto com um profissional que mais tarde veio a se transformar num conselheiro e referência pessoal no jornalismo, mesmo tendo ele me demitido do JB, onde eu era, até 1972, o responsável pelo noticiário latino-americano na editoria internacional.

Dines tolerou o fato de eu ter sumido sem dar notícias e sem que os militares explicassem o meu desaparecimento, mas foi inflexível ao não admitir minha rebeldia contra um plantão de feriado, dois dias depois de ter regressado do Chile, onde a crise no governo Allende me forçou a trabalhar sete meses sem folga, como correspondente do JB.

Tolerância nas relações humanas e rigidez absoluta nas relações profissionais. Foram estas as características que me levaram a transformá-lo num ícone na profissão que escolhemos. Foram estas mesmas virtudes de Dines que nos aproximaram anos depois, em 1997, quando, voltando de um longo período no exterior, me ofereci para colaborar com o Observatório da Imprensa e fui aceito carinhosamente por ele. Saiba mais

Recapeamento asfáltico: algo que não existe em Macaíba

As principais ruas e avenidas de nossa cidade estão em situação de fazer vergonha! O povo quer saber: onde foi parar o nosso dinheiro?
Cruzamento da Rua Gov. Dinarte Mariz com as Ruas Campo Santo (Caixa D’água) e Alfredo Mesquita (Rua Nova). No plano de fundo, a praça conhecida como praça de Verinho.

Por Jefferson Lázaro

O Fantástico está perdendo uma excelente reportagem, porque a verba para recapeamento asfáltico de Macaíba os gatos comeram. Só Pode!

As principais ruas e avenidas da cidade estão em situação de fazer vergonha. A Rua Dinarte Mariz, por exemplo, desde que foi asfaltada há cerca de 20 anos, nunca foi recapeada.

A Rua onde fica o Fórum, o Ministério Público e o TRE em Macaíba faz vergonha até de falar, devido a situação de degradação em que se encontra.

A Av. Jundiaí, a Rua do Pernabuquinho e a Rua Nova são outros exemplos do descaso com o dinheiro público em nossa cidade.

“Ah, mas os buracos são devido as chuvas”, poderá argumentar os defensores do prefeito.

Eu pergunto:

Que chuva é essa que já dura há 20 anos e a situação só piora? Por que esse é o tempo que o prefeito tem de mandato em nossa cidade.

O povo quer saber: onde foi parar o nosso dinheiro?

SOBRE UM POVO “ILUDIDO”

Aumentar o salário mínimo para R$10 reais também “não é mais que obrigação”?

Por Jefferson Lázaro

O povo dizia que o aumento do salário mínimo nos governos petistas não adiantava, porque as outras coisas também aumentavam. Ou seja, era os governantes fazendo um benefício para o povo e o próprio povo achando ruim.

Toda vez que eu ouço a frase “Ah, mas eles não estão fazendo mais do que obrigação” ficou pensando o quanto as pessoas são “iludidas” quando o assunto é Política.

Por exemplo, se Dilma ou Lula concediam aumento de R$70 reais no salário mínimo, o povo achava ruim. “Não é mais que obrigação”.

Eu pergunto: Porque não existiu essa mesma atitude com os míseros R$10 reais de aumento do governo Michel Temer?

Por uma simples razão: o povo é “iludido” com Política…