Secretário às escuras!

Um secretário de uma cidade da Grande Natal teve a energia de sua residência cortada na manhã desta quinta (08). Sem pagar os débitos, a Cosern deixou o secretário literalmente às escuras. Esse secretário, segundo informações, alimenta um blog na região da Grande Natal. Saiba mais

ENTRE EXTREMOS E VÍTIMAS

Ionara Nunes dos Santos

Na semana passada, vimos com perplexidade a enorme polêmica e porque não dizer a imensa histeria, do caso da menina de dez anos do Espírito Santo vítima de violência sexual desde os seis, onde o agressor era seu próprio tio, ou seja, alguém da confiança da família.

Essa história por si só já é dramática por se tratar de um caso de violência sexual, infelizmente por não se tratar de um fato isolado no nosso país – os índices de violência sexual são imensos – mas ela vai piorando muito porque o terrível ato foi praticado contra uma criança e, pior, resultou em uma gravidez extremamente indesejada.

Apesar de ser permitido no Brasil por lei o aborto em casos de estupro, risco à vida da mãe e se o feto for anencéfalo, houve uma macabra divisão que parecia guerrilha entre os grupos favoráveis e contrários ao aborto da criança, pois ela conseguiu na justiça a permissão para realizá-lo.

Ora, se a lei permite, se o caso em si é nitidamente da proteção à vítima de um crime, então por que houve tamanha polêmica? Não é muito difícil descobrir: essa abjeta situação reflete a violência ainda muito grandiosa e presente contra as mulheres que mesmo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e o endurecimento do Código Penal em seus artigos relativos a crimes sexuais, faz vítimas todos os dias.

E para piorar a vítima nem é uma mulher, pois ainda é uma menina, o que torna tudo mais covarde, pois grupos extremistas religiosos tiveram a ousadia de ir para a porta do hospital agredir a vítima e os profissionais de saúde que cumpriam a decisão judicial, chamando-os de assassinos, mas não se ouviu por parte deles nenhuma palavra a respeito da violência praticada contra a criança.

Cabe aqui uma pergunta: essa gente iria ajudar essa menina a criar o fruto do estupro? Vai oferecer ajuda psicológica que certamente ela vai precisar pelo resto da vida provavelmente? E mais, a pessoa que cometeu tal ato contra a vítima foi absolutamente esquecida e só se resumia a falar da menina que estava sendo mais uma vez vítima: da violência sexual e da violência psicológica, caso infelizmente ainda muito comum em nosso país, as vítimas são culpadas pelos crimes que cometem contra elas.

O mais absurdo é que para tal intento diversos crimes foram cometidos: os dados da criança foram expostos, calúnias foram ditas, tentaram impedir uma decisão judicial, além do estupro continuado. E tudo isso por quê? Porque nossa sociedade ainda se sente dona dos corpos femininos, porque a sexualidade feminina ainda é vista como algo criminoso e, mesmo que envolva uma fato criminoso como este, quando se trata de alguém do gênero feminino, a credibilidade da vítima é colocada em dúvida, gerando comentários abjetos de mulheres ditas “cidadãs de bem” nas redes sociais afirmando, sem jamais terem visto a menina, “que ela não é tão inocente assim”.

E para piorar a situação se perdeu uma importante oportunidade de se debater os alarmantes índices de estupro contra meninas e mulheres no Brasil, pois um caso com tamanha repercussão deve fomentar o debate entre agentes da lei, da política e da sociedade como um todo para a criação de mecanismos de maior combate à violência sexual, além da educação como medida de prevenção de situações como esta nas famílias.

O caso da menina de dez anos do Espírito Santo poderá ser facilmente esquecido pela mídia, pelos extremistas e até pelos apoiadores dela, mas não deverá ser esquecido pela sociedade, pois é preciso soluções que impeçam que outras vítimas surjam. Parece um sonho distante, mas é nossa tarefa transformá-lo em realidade.

MINHA MACAÍBA DE SEMPRE

Casarão dos Guarapes (Foto: Edeilson Morais)

Por Ionara Nunes dos Santos

A minha história com Macaíba se inicia no mesmo período em que começa a minha história como ser humano. Não nasci no município, apenas não nasci, já que meus pais, moradores da cidade, fizeram questão de que o parto ocorresse na capital, devido aos melhores recursos da época, por certo.

Em Natal morei por sete dias e no sétimo dia de setembro, depois de o motorista contornar diversas vezes as ruas do bairro de Petrópolis para desviar do desfile cívico, finalmente retornei, para onde seria até hoje, o meu lar.

Minhas primeiras lembranças se confundem com uma parte da história do crescimento da cidade, pois no final das décadas de 1970 e 1980 o município passava por transformações, conjuntos habitacionais da COHAB foram construídos e novas escolas surgiram.

O primeiro grande conjunto habitacional, hoje o bairro Alfredo Mesquita Filho, permitiu a meus pais a concretização do sonho da casa própria e nele, além das ruas, do posto policial e da quadra de esportes, contém uma escola, a também denominada Escola Estadual Alfredo Mesquita Filho e lá eu estudei.

Fui crescendo e paralelo a isso uma vontade de viver e lidar com pessoas crescia na minha mente, era questionadora e já sonhava desde sempre com o Direito, mas no período do vestibular não fiz essa escolha, acabei fazendo Serviço Social e meu primeiro emprego ocorreu também em Macaíba. Lecionei por dois anos Língua portuguesa na Escola Estadual Alfredo Mesquita Filho.

Alguns anos depois fui convidada pelo prefeito Fernando Cunha para fazer parte da equipe do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, para tratamento de pessoas com transtornos mentais e fiquei por gratificantes e intensos cinco anos. Ali pude conhecer de forma mais profunda a cidade que até então conhecia superficialmente e passei a enxergar todas as pessoas com todas as suas diferenças e suas dores. Macaíba possui bairros muito diferentes dos que eu até então conhecia.

Assim como a cidade foi se tornando importante para a Região Metropolitana de Natal eu fui acompanhando essas mudanças e tenho um enorme orgulho de ter crescido junto com ela. De ter aproveitado o desenvolvimento da cidade e ao finalmente me tornar a advogada que sou, ter feito minha primeira audiência no Fórum Tavares de Lyra, o mesmo que carrega o nome de um ilustre macaibense que chegou a ser governador do Rio Grande do Norte e Ministro de Estado.

Hoje vejo uma Macaíba ativa e enérgica, devido à correria diária e à violência urbana, não tenho mais condições de conversar na calçada com as senhoras da vizinhança, mas meu coração sempre irá transbordar de alegria pelo desejo de ver minha Macaíba crescer, se desenvolver e ver seus filhos melhorarem de vida, de acompanhar a procissão da Padroeira no dia 08 de dezembro e de lembrar que nela dei meus primeiros passos, descobri minha vocação e obtive reconhecimento de seus cidadãos quando homenageada pela equipe do Jornal Cidadão Macaibense pela assinatura da coluna Reflexões.

Sim, Macaíba só me trouxe e continua me trazendo alegrias. Espero que a vida seja longa e eu possa desfrutar dela para contemplar cada vez mais o futuro de minha tão querida cidade.

Macaíba, 21 de julho de 2020

MORO X BOLSONARO

“E em qual herói caído devemos acreditar? Moro ou Bolsoraro?”, indagou a advogada, Ionara Nunes.

Dra. Ionara Nunes *

“Eu vejo uma coisa só”, proferiu a advogada Rosângela Moro em entrevista a uma conceituada revista no mês de fevereiro deste ano. De lá para cá muita coisa mudou, mas uma coisa é certa: a esposa do ex-juiz e agora ex-ministro não errou em sua análise, pois ambos, Bolsonaro e Moro, são realmente uma coisa só.

O povo brasileiro, em sua eterna carência de tantas coisas, está sempre à espera de alguém iluminado e acima do bem e do mal que venha ser o salvador, o redentor de todos os males, da política ao futebol, e isso pelo jeito não está nenhum pouco perto de mudar, pois se analisarmos a história, antiga e atual, vemos que o povo está sempre pronto para acolher o herói de ocasião, e quando esse herói sucumbe à sua falível humanidade, o mesmo povo passa a odiá-lo com todas as forças, mas já estará preparado para transferir a paixão para o próximo candidato a redentor que estiver na fila.

Em um passado recente, ainda como juiz da famosa Operação Lavajato, Sérgio Moro despontou do anonimato para a fama, ficando conhecido como o grande herói nacional que estava predestinado a combater a corrupção e, seu trabalho messiânico, fardo tão pesado para um simples homem mortal, colocou na cadeia muitos vilões e até um então herói para tantos, o Ex-Presidente Lula. Após este feito e com toda a publicidade envolvida, as coisas começaram a mudar para o juiz, para o bem e para o mal.

Em paralelo, um capitão que foi expulso do exército e que ocupava há trinta anos uma cadeira no Congresso Nacional despontava como o “mito”, outro homem iluminado e predestinado a salvar o Brasil da corrupção, pois o povo já estava cansado de tantos escândalos e a operação da Polícia Federal, junto com a mídia, potencializavam a exposição de mais e mais casos, pessoas e partidos. Um caos.

Acontece que tanta exposição um dia cobra seu preço e tanto Moro quanto Bolsonaro ao se tornarem figuras unânimes, míticas, essenciais, com tantas similaridades, um dia inevitavelmente formariam uma linda união, o casamento perfeito, o amor inabalável, só que não!

Aos poucos Moro foi se revelando e Bolsonaro foi ganhando mais e mais apoiadores e, em 2018, foi eleito Presidente da República tratando logo de convidar o então Juiz para ser Ministro da Justiça. De pronto foi aceito. Estariam eles envolvidos antes da campanha? Afinal, o principal adversário de Bolsonaro e anterior herói nacional, tinha sido preso por Moro e em seguida ele recebeu o convite. As revelações do The Intercept evidenciam que para atingir o objetivo proposto foram admitidos até atos que figuram também como corrupção, a vida é irônica!

Tempos depois começaram a surgir os escândalos de laranjal de Flávio, Queiroz, milícias, caso Marielle, morte do Ex-PM Adriano e o que fez o Ministro da Justiça símbolo máximo da luta anticorrupção? Ficou em silêncio. Passou mais de um ano vendo a cada dia o governo Bolsonaro se atolar em escândalos e nenhuma providência tomou. Até que um dia resolveu fazer uma coletiva para informar que estava deixando o Ministério da Justiça com revelações bombásticas sobre o governo que ele ajudou a criar e manter.

O que Bolsonaro fez em seguida? Além de proferir as loucuras de sempre em um pronunciamento completamente sem pé nem cabeça, revelou que ele teria negociado sua ida para o STF em troca da demissão do Diretor da Polícia Federal, homem de sua confiança. Moro nega.

Os apoiadores de Moro dizem que ele saiu porque o presidente estava tentando interferir em investigações sigilosas da PF que envolvem seus filhos. Já Bolsonaristas dizem que Moro é um oportunista com ambições políticas que só saiu do governo porque não conseguiu o que queria: a indicação para a vaga de novembro ao STF.

E em qual herói caído devemos acreditar? Nos dois!

* Advogada

CRISE HUMANITÁRIA E O PAPEL DO ESTADO

Dra. Ionara Nunes *

O mundo como o conhecíamos não existe mais! Estas palavras não são minhas, mas de muitas pessoas que vão diariamente à TV falar dessa enorme crise global que nos assola, só que ela não é a primeira, pois já estamos ficando habituados com diversas crises quer sejam financeiras, naturais, da saúde, humanitárias. O Corona Vírus é a bola da vez. Qual será a próxima? Não gostaria de fazer tal estimativa catastrófica, mas a humanidade tem feito pouco para evitar mais uma crise. Existe saída? Sim, mas onde ela está? Nas mãos dos mesmos seres causadores de crises, os seres humanos.

Desde os primórdios a percepção de que a ganância humana ampara poucos e desampara muitos é presente, mas também é sabido que muitos sobreviveram quando se organizaram e se uniram em tribos a fim de defender seus interesses e os de sua tribo. É a lei da sobrevivência. Unidos os dominadores sempre conseguiram sobreviver e prosperar.

A humanidade ao longo do tempo foi evoluindo para o que conhecemos hoje, mas embora estejamos envoltos em tecnologias, conhecimentos avançados e a vida tenha ficado teoricamente mais fácil, uma coisa permanece intacta: o ser humano tem que lutar pela sobrevivência e esta luta tem ficado cada vez mais dura, apesar das facilidades da vida moderna.

Em algum momento se percebeu que apenas a chefia das tribos já não era mais suficiente para organizar e controlar as pessoas, a quantidade de gente cresceu e foi preciso um método inovador: o Estado foi criado e a ele todos prestam satisfações, pagam impostos e devem obediência. Existe forma melhor de organização da comunidade? Já tentaram, mas também foi provado que se a mão invisível dele protege ou pelo menos tenta proteger a sociedade, as pessoas conseguem sobreviver com o mínimo de direitos assegurados.

Tem sido através do Estado que se pôde pensar em sistemas de educação e saúde públicas, o direito de recorrer ao judiciário quando algum direito é negado também advém dele e o direito de cobrar das lideranças que se dispõem a nos representar também surgiu da noção de que existe alguém mais poderoso que um Rei e que todos, inclusive este Rei, deve obediência através de um código de leis universais chamado Constituição.

Ocorre que de uns tempos para cá entusiastas do desmantelo do Estado, os arautos do Estado mínimo alardeiam que é mais frutífero para todos que os recursos públicos diminuam, que as privatizações aumentem, que o trabalho se precarize e que o bom é uma vida mais individualista, onde a existência dos patrões de si mesmos e os empreendedores se proliferem a cada esquina. Uma maravilha na teoria, mas na prática não tem dado nada certo. A pobreza aumentou, a desigualdade explodiu, a indústria perdeu força, o trabalho ficou cada vez mais penoso e os direitos sociais ficaram cada vez mais difíceis de se garantir e, no meio desse turbilhão veio a COVID-19.

Então agora se vê a importância do Estado para a solução da crise da pandemia. De fato, quanto mais mínimo ele for, menos pessoas estarão protegidas e mais fácil será a contaminação. Foi preciso isso para se perceber que a desigualdade é a causa dos grandes males do mundo? Qualquer enfermidade se potencializa em um ambiente de miséria e fome. A Europa, na Idade Média, passou pela Peste Negra e teve quase toda a sua população aniquilada e, com isso, entendeu que uma sociedade com condições dignas de vida resiste à destruição em massa. Existem muitas mortes por lá agora devido a esse vírus, mas eles certamente irão se recuperar e melhorar o que já é ótimo, o seu sistema de saúde gratuito e universal. Saúde é um Direito.

No Brasil o SUS tem suas muitas deficiências e a cada ano perde investimento por causa de um insano e injustificável congelamento de gastos na saúde e, mesmo assim, consegue salvar muitas vidas. O SUS só existe por causa do Estado e se este for mínimo não será possível pensar em saúde para todos. Muitos morrerão e ninguém quer a morte.

*Advogada 

Por Auri Simplício: Jogo de Intrigas

Por Auri Simplício – vice prefeito de Macaíba

Causa desconforto aos que fazem o sistema politico governamental, a postura assumida pelo então Secretário para Assuntos de Governo, Linduarte Lima, ao colocar de forma não convencional, a disposição do funcionário público Edi Elias, os blog´s, “Informativo Atitude” e “Macaíba no Ar”, indo além, quando constrange funcionários da gestão municipal, a pousarem para fotografia e declararem apoio ao pré-candidato de sua predileção.

Nossa experiência politica, acumulada ao longo desses dezesseis anos, não nos permite fazer a leitura de aonde vamos chegar com essa estratégia, quando publicamente, expõe uma disputa interna. A oposição acompanha e torce a distância, aguardando o desfecho deste imbróglio que deixa a situação fragilizada.

O momento politico, requer do sistema situacionista, a união de forças, que promovam a convergência em torno de um projeto único para o desenvolvimento do nosso município e não estimular à discórdia dentro da própria base política. Não cabe em Macaíba um Projeto pessoal como o defendido pelo Secretário, cooptando funcionários do município a sua causa, prometendo o que não tem para entregar. A politica é um espaço coletivo, onde se debate democraticamente as ações que venham ao encontro dos anseios da população.

Quando Linduarte, se auto-intitula, como um grande estrategista da politica macaibense, colocando-se como responsável pelas estratégias vitoriosas em todas as campanhas da atual gestão, no mínimo causa estranheza, sendo necessário que se reveja a história.

Em 2004, encontrava-me ausente da politica, Dr. Fernando candidato natural à reeleição, “sem necessidade de pesquisa”, fui convidado para compor a chapa como Vice-Prefeito. Em 2008, havia vários pré-candidatos a Prefeito, para surpresa de todos à candidata escolhida “sem necessidade de pesquisa” pela gestão municipal, foi Marilia Dias, contrariando vários pretendentes ao cargo. O final desta história, todo macaibense a conhece.

No mínimo exijo respeito a nossa postulação como pré-candidato, que nasce legitimada por uma convivência pacífica e de serviços prestados ao município durante dezesseis anos, dos quais, doze exercendo o mandato de Vice-Prefeito e quatro a frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município. O excesso de pragmatismo imposto pelo Secretário põe em cheque a construção de uma unidade politica, forte e coesa no sistema governista.

No atual cenário politico, precisamos ter bom senso, principalmente em respeito ao povo de Macaíba, que por vinte anos vem delegando ao sistema vitorioso do Prefeito Dr. Fernando, a primazia da governabilidade do 5º município mais populoso Rio Grande do Norte.

Neste momento, diante da eminência de alternância do poder, não podemos, nem devemos, sinalizar para um futuro de incerteza, e ao mesmo tempo, transferir para a população, o sentimento da dúvida. Já vivenciamos essa experiência e não deu certo.

Emídio Jr. realiza reunião do Gabinete Itinerante em Ladeira Grande

Essa foi a 6º edição do projeto Gabinete Itinerante, que reuniu mais de 40 pessoas.
População de Ladeira Grande presente na 6º Edição do Projeto Gabinete Itinerante (Fotos: Edeilson Morais/Assessoria Emídio Jr.)

Na noite dessa terça-feira (08), o vereador Emídio Jr. realizou a 6º edição do projeto Gabinete Itinerante, que tem como objetivo ir até as comunidades para ouvir a população. A reunião foi realizada na comunidade de Ladeira Grande, que é uma das comunidades esquecidas pela Prefeitura de Macaíba, por fazer divisa com São Gonçalo do Amarante.

“Ao ouvir o povo falar que o prefeito só aparece na comunidade em época de campanha eleitoral, a gente nota o total falta de atenção da Prefeitura com o povo de Ladeira Grande. Por ser uma comunidade que faz divisa com outra cidade, no caso São Gonçalo, acontece o mesmo problema que já relatamos com o bairro Bela Vista, ou seja, lá o povo vive no total abandono”, disse Emídio Jr.

A reunião foi realizada em frente à Igreja Católica

O vereador relata que a população de Ladeira Grande sofre constantemente com problemas respiratórios, por causa da poeira produzida pela estrada de barro. “A principal reivindicação dos moradores é o calçamento da rua principal, pois, por ser de barro, os carros quando passam causam uma poeira gigantesca e a população fica prejudicada com problemas respiratórios e as casas empoeiradas”, finalizou.

Selva sem leão vira confusão

Macaíba News reproduz artigo de José Ademir, vulgo Bolinha, um dos líderes do grupo Macaíba do Futuro, sobre a insegurança de nossa cidade.
Foto: Reprodução/Facebook

Por José Ademir (Bolinha)

Isso é Macaíba. Terra que:

Prefeito;
Vice – prefeito;
Quase todos os vereadores;
Quase todo secretariado;
Delegado;
Juiz;
Promotor;
Oficial de polícia;
E outras autoridades…

Todos moram em outra cidade, para não dizer em seus luxuosos condomínios fechados com segurança privada.

Alguma alma ingênua acredita que eles estão preocupados com as constantes trocas de tiros?
Ou com a melhoria da qualidade de vida do povo de Macaíba?

Selva sem leão quem manda é facção!

Se eles passassem pelo que nos passamos estariam batendo nas portas certas pra resolver. Se aqueles do campo político tivessem suas residências fincadas no centro do confronto, dúvido que continuasse assim.

Muitos dizem que amam Macaíba, logo depois entram em seus luxuosos carros importados e vão para seus luxuosos condomínios fechados com segurança privada…

Amar assim??????

Tem até outros (a) que nessa época alugam uma casa na cidade por alguns meses para convencer o eleitorado que tem raízes aqui.

Raíz tem que está fincada no solo e não passando por ele!

Reflitam!!!!”

“Não devemos repetir a história, devemos criar uma nova história”, Gandhi.

GUARDA MUNICIPAL E PM REALIZAM OPERAÇÃO PARA COIBIR ASSALTOS NO TRANSPORTE PÚBLICO DE SGA

Os agentes de segurança do município e da 2ª Companhia do 11º Batalhão da PM atuaram na fiscalização e abordagem de veículos em barreiras itinerantes.
Foto: Divulgação

Por Anderson Souza, Senadinho São Gonçalo

A Guarda Municipal de São Gonçalo do Amarante/RN e a Polícia Militar iniciaram, na última segunda-feira (21), operação São Gonçalo Segura, coordenada pela Secretaria Municipal de Defesa Social, que busca coibir ações de criminosos, como assalto, no transporte público. A ação foi estendida durante toda semana.

Os agentes de segurança do município e da 2ª Companhia do 11º Batalhão da PM atuaram na fiscalização e abordagem de veículos em barreiras itinerantes, com apoio da Central de Videomonitoramento da Prefeitura. Na quinta-feira (17), três pessoas que estavam sob controle de criminosos foram resgatadas.

Macaíba News 

Vejam que São Gonçalo do Amarante é exemplo de organização tem a sua guarda municipal que pode atuar em ação conjunta com PM RN, diferente do que encontramos na realidade terras macaibenses, as ações de Blitz, patrulhamento ocorreram a anos e apenas em momentos de crescentes assaltos e morte em nossa cidade.

Delação de Rita das Mercês é uma bomba na candidatura de Ederlinda Dias

Para se eleger Ederlinda Dias deputada estadual, é necessário cerca de 40 mil votos, mas se ela tiver 10 mil em Macaíba é muito! Por isso, os Cunhas precisam do apoio de seus “principais aliados políticos”. O problema é que eles estão envolvidos até o pescoço no escândalo dos funcionários fantasmas da Assembleia.
Os Cunhas e seus “principais aliados políticos”, Robinson Faria e Ricardo Motta

Por Jefferson Lázaro

A notícia que tomou conta do RN nesse final de semana foi a delação da ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa do RN, Rita das Mercês, ao Ministério Público Federal, de que 52 políticos e desembargadores teriam envolvimento no esquema de inclusão de funcionários fantasmas no Poder Legislativo, que desviou cerca de R$ 5,5 milhões, de 2006 a 2015, segundo denúncia do Ministério Público Estadual.

Aí você deve está se perguntando: o que cargas d’água isso tem a ver com a candidatura de Ederlinda Dias a deputada estadual? Tudo, pois o sucesso da candidatura dela depende da reputação dos principais aliados políticos do prefeito, Fernando Cunha, irmão do seu esposo, Sérgio Cunha. Mas quem são esses “principais aliados”? Primeiro, vamos começar pelo aliado mais antigo, deputado estadual Ricardo Motta.

Em todas as eleições estaduais a partir dos anos 2000, quando Fernando Cunha foi eleito prefeito de Macaíba pela primeira vez, Motta foi seu candidato a deputado estadual. Foi assim nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014, quando também os Cunhas votaram no filho dele, Rafael Motta, para deputado federal.

Já a aliança política com Robinson Faria começa em março de 2009, quando ele nomeou Sergio Cunha e Ederlinda Dias funcionários da Assembleia, em troca de apoio nas eleições de 2010, para a chapa que ele montou com Rosalba e também para a candidatura de seu filho, Fábio Faria, a deputado federal. Em contrapartida, Robinson e Rosalba ajudaram Fernando Cunha a voltar à Prefeitura de Macaíba em 2012, numa derrota história para a então prefeita, Marília Dias. A aliança continuou e, em 2016, os Cunhas ajudaram a eleger Robinson Faria governador do Estado.

Porém, para eleger Ederlinda deputada estadual, é necessário cerca de 40 mil votos, uma vez que ela faz parte do partido que está no governo. Mas aí é que está o problema, pois político algum tem essa quantidade de votos em Macaíba. Se ela tiver 10 mil votos, já é muita coisa, quem dirá 40 mil!  Ou seja,  vai ter que buscar votos fora e para isso os Cunhas contam com apoio de seus “principais aliados”.

Agora, voltando para o início do texto, Advinha quem eram os presidentes da Assembleia na época das “nomeações fantasmas? Robinho e Ricardinho, como diria o vereador Silvan. O primeiro foi presidente da Assembleia de 2003 a 2010. E o segundo, de 2011 a 2015. Ou seja: são os principais responsáveis por tornar a Assembleia Legislativa uma mansão mal assombrada que, em menos de dez anos, tornou-se uma maldição para os cofres públicos.

Para se ter uma ideia, apenas na gestão de Ricardo Motta, a quantidade de cargos comissionados na Assembleia cresceu de 836 para 2.538. Além disso, foi na gestão de Robinson Faria, como dito acima, que Sergio Cunha e Ederlinda foram nomeados em troca de apoio político, mesmo sendo casados, algo proibido pela Lei Contra o Nepotismo. Resta saber agora se, além do nepotismo, eles também eram fantasmas ou não…