Macaíba: Zum zum zum da política

Ministério Público, ingratidão, tristeza e apatia.

Alô Ministério Público

Segundo informações, tem superiores no Palácio Auta de Souza coagindo os cargos comissionados e terceirizados a seguir a orientação política da atuação gestão, que optou pelo acordão da grande família. A situação é a seguinte: ou tira a foto com a ex-prefeita e posta nas redes sociais, alegando apoio à candidata do sistema, ou perde o emprego.

Alô Ministério Público II

Ameaças e demissões, pressão psicológica e intimidação dão a tônica das conversas. Temos informações que alguns funcionários revoltados com essa humilhação estariam com áudios gravados das conversas ao ponto de tornarem públicos. Por outro lado, há registros de ligações pelo zap que comprovam as ameaças. Será que não caberia a atuação do MP para investigar essa situação?

Ingratidão

Poucos jovens tiveram a oportunidade de construir uma trajetória de lealdade junto ao atual governo, como foi o caso de Lindenilson Moura. A fidelidade do garoto começou ainda na sua pré-adolescência, no ano de 2004. Foram quase 16 anos de muito trabalho e dedicação jogados na lata da ingratidão na última-terça (08). O sentimento é de ingratidão para com aqueles que deram o sangue pela a atual gestão.

Bombou!

Domingo (13), Emídio Jr. e Netinho França realizaram a maior convenção política da história de Macaíba. Uma festa que contou com a participação de deputados federais, estaduais, ex-prefeitos, vice-prefeito e um público estimado em mais de 1000 pessoas que disseram sim à coligação UNIÃO POR MACAÍBA, tudo isso realizado no campo do Cruzeiro.

Tristeza

Enquanto isso, a convenção da candidata apoiada pelo sistema foi um verdadeiro fracasso, protagonizado por discursos raivosos e enlouquecidos, totalmente desconectados da realidade. Até o professor Zé Luiz, que é um dos principais apoiadores da ex-prefeita, gravou um áudio relatando a decepção causada pela a ausência do prefeito e de seu irmão Sérgio Cunha no evento. “Foi muito triste”, relatou o professor.

Tristeza II

Porém, tristeza maior sentiu a ex-prefeita por ter sido deixada, literalmente, no “vácuo” pelas pessoas que a esperavam do lado de fora do Pax Club. Não houve aquela manifestação de amor, de carinho, aquele momento principal no qual a multidão corre para abraçar o seu líder político. O que houve foi uma frieza, uma espécie de “apatia política”, como se daquela porta tivesse saído só mais uma pessoa, dando a atender que o povo não estavam ali por amor, mas por obrigação. É como diz o velho didato: Nada forçado presta…

                             

ENTRE EXTREMOS E VÍTIMAS

Ionara Nunes dos Santos

Na semana passada, vimos com perplexidade a enorme polêmica e porque não dizer a imensa histeria, do caso da menina de dez anos do Espírito Santo vítima de violência sexual desde os seis, onde o agressor era seu próprio tio, ou seja, alguém da confiança da família.

Essa história por si só já é dramática por se tratar de um caso de violência sexual, infelizmente por não se tratar de um fato isolado no nosso país – os índices de violência sexual são imensos – mas ela vai piorando muito porque o terrível ato foi praticado contra uma criança e, pior, resultou em uma gravidez extremamente indesejada.

Apesar de ser permitido no Brasil por lei o aborto em casos de estupro, risco à vida da mãe e se o feto for anencéfalo, houve uma macabra divisão que parecia guerrilha entre os grupos favoráveis e contrários ao aborto da criança, pois ela conseguiu na justiça a permissão para realizá-lo.

Ora, se a lei permite, se o caso em si é nitidamente da proteção à vítima de um crime, então por que houve tamanha polêmica? Não é muito difícil descobrir: essa abjeta situação reflete a violência ainda muito grandiosa e presente contra as mulheres que mesmo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e o endurecimento do Código Penal em seus artigos relativos a crimes sexuais, faz vítimas todos os dias.

E para piorar a vítima nem é uma mulher, pois ainda é uma menina, o que torna tudo mais covarde, pois grupos extremistas religiosos tiveram a ousadia de ir para a porta do hospital agredir a vítima e os profissionais de saúde que cumpriam a decisão judicial, chamando-os de assassinos, mas não se ouviu por parte deles nenhuma palavra a respeito da violência praticada contra a criança.

Cabe aqui uma pergunta: essa gente iria ajudar essa menina a criar o fruto do estupro? Vai oferecer ajuda psicológica que certamente ela vai precisar pelo resto da vida provavelmente? E mais, a pessoa que cometeu tal ato contra a vítima foi absolutamente esquecida e só se resumia a falar da menina que estava sendo mais uma vez vítima: da violência sexual e da violência psicológica, caso infelizmente ainda muito comum em nosso país, as vítimas são culpadas pelos crimes que cometem contra elas.

O mais absurdo é que para tal intento diversos crimes foram cometidos: os dados da criança foram expostos, calúnias foram ditas, tentaram impedir uma decisão judicial, além do estupro continuado. E tudo isso por quê? Porque nossa sociedade ainda se sente dona dos corpos femininos, porque a sexualidade feminina ainda é vista como algo criminoso e, mesmo que envolva uma fato criminoso como este, quando se trata de alguém do gênero feminino, a credibilidade da vítima é colocada em dúvida, gerando comentários abjetos de mulheres ditas “cidadãs de bem” nas redes sociais afirmando, sem jamais terem visto a menina, “que ela não é tão inocente assim”.

E para piorar a situação se perdeu uma importante oportunidade de se debater os alarmantes índices de estupro contra meninas e mulheres no Brasil, pois um caso com tamanha repercussão deve fomentar o debate entre agentes da lei, da política e da sociedade como um todo para a criação de mecanismos de maior combate à violência sexual, além da educação como medida de prevenção de situações como esta nas famílias.

O caso da menina de dez anos do Espírito Santo poderá ser facilmente esquecido pela mídia, pelos extremistas e até pelos apoiadores dela, mas não deverá ser esquecido pela sociedade, pois é preciso soluções que impeçam que outras vítimas surjam. Parece um sonho distante, mas é nossa tarefa transformá-lo em realidade.

MINHA MACAÍBA DE SEMPRE

Casarão dos Guarapes (Foto: Edeilson Morais)

Por Ionara Nunes dos Santos

A minha história com Macaíba se inicia no mesmo período em que começa a minha história como ser humano. Não nasci no município, apenas não nasci, já que meus pais, moradores da cidade, fizeram questão de que o parto ocorresse na capital, devido aos melhores recursos da época, por certo.

Em Natal morei por sete dias e no sétimo dia de setembro, depois de o motorista contornar diversas vezes as ruas do bairro de Petrópolis para desviar do desfile cívico, finalmente retornei, para onde seria até hoje, o meu lar.

Minhas primeiras lembranças se confundem com uma parte da história do crescimento da cidade, pois no final das décadas de 1970 e 1980 o município passava por transformações, conjuntos habitacionais da COHAB foram construídos e novas escolas surgiram.

O primeiro grande conjunto habitacional, hoje o bairro Alfredo Mesquita Filho, permitiu a meus pais a concretização do sonho da casa própria e nele, além das ruas, do posto policial e da quadra de esportes, contém uma escola, a também denominada Escola Estadual Alfredo Mesquita Filho e lá eu estudei.

Fui crescendo e paralelo a isso uma vontade de viver e lidar com pessoas crescia na minha mente, era questionadora e já sonhava desde sempre com o Direito, mas no período do vestibular não fiz essa escolha, acabei fazendo Serviço Social e meu primeiro emprego ocorreu também em Macaíba. Lecionei por dois anos Língua portuguesa na Escola Estadual Alfredo Mesquita Filho.

Alguns anos depois fui convidada pelo prefeito Fernando Cunha para fazer parte da equipe do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, para tratamento de pessoas com transtornos mentais e fiquei por gratificantes e intensos cinco anos. Ali pude conhecer de forma mais profunda a cidade que até então conhecia superficialmente e passei a enxergar todas as pessoas com todas as suas diferenças e suas dores. Macaíba possui bairros muito diferentes dos que eu até então conhecia.

Assim como a cidade foi se tornando importante para a Região Metropolitana de Natal eu fui acompanhando essas mudanças e tenho um enorme orgulho de ter crescido junto com ela. De ter aproveitado o desenvolvimento da cidade e ao finalmente me tornar a advogada que sou, ter feito minha primeira audiência no Fórum Tavares de Lyra, o mesmo que carrega o nome de um ilustre macaibense que chegou a ser governador do Rio Grande do Norte e Ministro de Estado.

Hoje vejo uma Macaíba ativa e enérgica, devido à correria diária e à violência urbana, não tenho mais condições de conversar na calçada com as senhoras da vizinhança, mas meu coração sempre irá transbordar de alegria pelo desejo de ver minha Macaíba crescer, se desenvolver e ver seus filhos melhorarem de vida, de acompanhar a procissão da Padroeira no dia 08 de dezembro e de lembrar que nela dei meus primeiros passos, descobri minha vocação e obtive reconhecimento de seus cidadãos quando homenageada pela equipe do Jornal Cidadão Macaibense pela assinatura da coluna Reflexões.

Sim, Macaíba só me trouxe e continua me trazendo alegrias. Espero que a vida seja longa e eu possa desfrutar dela para contemplar cada vez mais o futuro de minha tão querida cidade.

Macaíba, 21 de julho de 2020

O PACTO PELA VIDA E A REABERTURA

Estamos prontos para uma reabertura?, questionou a advogada, Ionara Nunes.

Dra. Ionara Nunes

No início do mês de junho, após notícias cada vez mais alarmantes de aumento de casos de Covid-19 e aumento do número de mortos pela pandemia, o governo do Rio Grande do Norte lançou o famoso Pacto pela Vida, iniciativa conjunta a diversos municípios do Estado, com o devido apoio das forças policiais para intensificar o isolamento social e assim diminuir a taxa de transmissão e, consequentemente, diminuir a pressão por leitos nos hospitais da rede de saúde para tratamento dos infectados.

A iniciativa gerou muita polêmica, como era esperado, dividiu opiniões, foi chamada por uns de “lockdown disfarçado” e, claro, inundou as redes sociais de todo tipo de comentário, do mais sensato ao mais absurdo e ocorre que, passados quase trinta dias da medida, temos números cada vez maiores de infectados e mortos, porém segundo dados atualizados do governo, a taxa de transmissão da doença diminuiu e houve uma diminuição da procura por leitos de UTI na rede de saúde.

Diante de tal fato, ontem, o governo fez a reabertura das atividades comerciais. O que a princípio parece ser motivo de comemoração, pode esconder uma grande preocupação, pois assim vejamos: estamos prontos para uma reabertura? A fiscalização proposta pelo Pacto pela Vida foi devidamente cumprida? As aglomerações foram evitadas? Houve respeito de fato pelo isolamento social? Cabe também uma pergunta incômoda: o governo cedeu a pressões?

É evidente que viver em isolamento é uma tarefa árdua para a sociedade como um todo e muitos sequer tiveram o direito de fazê-lo, pois temos de levar em consideração que a parcela mais pobre da população, a maioria, não tem condições financeiras e habitacionais para se isolar, porque até o direito ao auxílio emergencial que deveria chegar para poder garanti-lo não chegou para muitos e, para os que foram contemplados, foi à custa de humilhantes esperas em filas quilométricas causando aglomerações na porta da Caixa Econômica.

Além disso, a quantia paga não foi e não é suficiente para prover o sustento de uma família, ou seja, a exposição dos mais vulneráveis aos perigos do vírus continuou, pois, sejamos francos, o nosso isolamento social verdadeiramente foi medíocre. O município de Macaíba é um exemplo claríssimo disso. Todos os dias as ruas estão lotadas e as razões são inúmeras.
Finalmente, diante de cenário tão complicado temos agora a reabertura e, se por um lado ela gera um fio de esperança de que a vida está voltando ao normal e a tempestade está indo embora, por outro surge o medo de que devido a tudo o que se vê diariamente a iniciativa acabe sendo pior e tenhamos que voltar ao isolamento de forma mais rígida.

É importante fazer as seguintes perguntas: o governo cedeu a pressões para essa reabertura? Estamos prontos para ela? A fiscalização para que as aglomerações sejam evitadas será efetiva? Como se dará tudo isso? E os mais vulneráveis? Tomara que tudo isso de fato dê certo.

O USO DE MÁSCARAS E A RESPONSABILIDADE DE TODOS

“Peço a todos que ouçam este alerta: por favor, amados macaibenses, se puderem, fiquem em casa!”, escreveu a advogada, Ionara Nunes.

Por Ionara Nunes*

A Prefeitura Municipal da nossa estimada cidade emitiu um novo decreto onde obriga à todas as pessoas o uso de máscaras, a obrigatoriedade serve tanto aos transeuntes quanto aos frequentadores de estabelecimentos comerciais.

Ora, a medida é válida, mas ela não está se mostrando eficaz. Explico: não adianta obrigar a população a usar máscaras se o principal a ser feito, o isolamento social e evitar as aglomerações não está sendo cumprido. Quem anda diariamente pelas ruas da cidade, quer sejam do centro quanto dos bairros, vai ver as aglomerações.

Mas as máscaras não servem? Evidente que servem, inclusive são um meio grandioso de proteção, mas elas sozinhas não vão dar conta da crescente escalada do vírus, só no Rio Grande do Norte já são 136 mortes e no Brasil todo já foi ultrapassada a marca de mais de 15.000 mortes.

Entendo que a receita de alguns municípios sucumbiria ao fechamento total de todos os estabelecimentos comerciais não essenciais, porém entendo que seria o mais correto, porque embora exista a recomendação acertada do uso obrigatório do álcool em gel e de que se evite o uso dos provadores de roupas, a abertura comercial não evita as aglomerações.

Vejo também com enorme preocupação a maneira como os estabelecimentos comerciais essenciais manejam a entrada das pessoas. Ora, por que é permitida a entrada de três ou mais pessoas de uma mesma família nos supermercados? Uma pessoa apenas não conseguiria realizar as compras? Sei que às vezes duas precisam ir quando uma delas não dirige, por exemplo, mas tenho visto cotidianamente casais com crianças pequenas, idosos com pessoas jovens e, pior, sem máscaras.

Sem contar que muitas pessoas não entenderam ainda que a distância mínima deve ser mantida por questões de vida e morte e que aquelas marcas no chão que foram colocadas nos estabelecimentos comerciais, estão ali por uma razão bem séria, a proximidade de corpos é vetor de rápido contágio.

Isso sem contar em diversas calçadas, bairros, ruas e avenidas de nossa cidade que ostenta todos os dias aglomerações de pessoas conversando, bebendo, brincando sem qualquer cuidado e principalmente, sem as máscaras.

Por isso agora pergunto: o uso das máscaras vai dar resultados em um cenário assim? Espero que dê, mas se as pessoas continuarem nas ruas aglomeradas agindo como se o Corona vírus fosse apenas um problema dos outros e não de toda a coletividade, não haverá diminuição dessa conta maldita do número de mortes. Infelizmente.

Peço a todos que ouçam este alerta: por favor, amados macaibenses, se puderem, fiquem em casa!

*Advogada

MORO X BOLSONARO

“E em qual herói caído devemos acreditar? Moro ou Bolsoraro?”, indagou a advogada, Ionara Nunes.

Dra. Ionara Nunes *

“Eu vejo uma coisa só”, proferiu a advogada Rosângela Moro em entrevista a uma conceituada revista no mês de fevereiro deste ano. De lá para cá muita coisa mudou, mas uma coisa é certa: a esposa do ex-juiz e agora ex-ministro não errou em sua análise, pois ambos, Bolsonaro e Moro, são realmente uma coisa só.

O povo brasileiro, em sua eterna carência de tantas coisas, está sempre à espera de alguém iluminado e acima do bem e do mal que venha ser o salvador, o redentor de todos os males, da política ao futebol, e isso pelo jeito não está nenhum pouco perto de mudar, pois se analisarmos a história, antiga e atual, vemos que o povo está sempre pronto para acolher o herói de ocasião, e quando esse herói sucumbe à sua falível humanidade, o mesmo povo passa a odiá-lo com todas as forças, mas já estará preparado para transferir a paixão para o próximo candidato a redentor que estiver na fila.

Em um passado recente, ainda como juiz da famosa Operação Lavajato, Sérgio Moro despontou do anonimato para a fama, ficando conhecido como o grande herói nacional que estava predestinado a combater a corrupção e, seu trabalho messiânico, fardo tão pesado para um simples homem mortal, colocou na cadeia muitos vilões e até um então herói para tantos, o Ex-Presidente Lula. Após este feito e com toda a publicidade envolvida, as coisas começaram a mudar para o juiz, para o bem e para o mal.

Em paralelo, um capitão que foi expulso do exército e que ocupava há trinta anos uma cadeira no Congresso Nacional despontava como o “mito”, outro homem iluminado e predestinado a salvar o Brasil da corrupção, pois o povo já estava cansado de tantos escândalos e a operação da Polícia Federal, junto com a mídia, potencializavam a exposição de mais e mais casos, pessoas e partidos. Um caos.

Acontece que tanta exposição um dia cobra seu preço e tanto Moro quanto Bolsonaro ao se tornarem figuras unânimes, míticas, essenciais, com tantas similaridades, um dia inevitavelmente formariam uma linda união, o casamento perfeito, o amor inabalável, só que não!

Aos poucos Moro foi se revelando e Bolsonaro foi ganhando mais e mais apoiadores e, em 2018, foi eleito Presidente da República tratando logo de convidar o então Juiz para ser Ministro da Justiça. De pronto foi aceito. Estariam eles envolvidos antes da campanha? Afinal, o principal adversário de Bolsonaro e anterior herói nacional, tinha sido preso por Moro e em seguida ele recebeu o convite. As revelações do The Intercept evidenciam que para atingir o objetivo proposto foram admitidos até atos que figuram também como corrupção, a vida é irônica!

Tempos depois começaram a surgir os escândalos de laranjal de Flávio, Queiroz, milícias, caso Marielle, morte do Ex-PM Adriano e o que fez o Ministro da Justiça símbolo máximo da luta anticorrupção? Ficou em silêncio. Passou mais de um ano vendo a cada dia o governo Bolsonaro se atolar em escândalos e nenhuma providência tomou. Até que um dia resolveu fazer uma coletiva para informar que estava deixando o Ministério da Justiça com revelações bombásticas sobre o governo que ele ajudou a criar e manter.

O que Bolsonaro fez em seguida? Além de proferir as loucuras de sempre em um pronunciamento completamente sem pé nem cabeça, revelou que ele teria negociado sua ida para o STF em troca da demissão do Diretor da Polícia Federal, homem de sua confiança. Moro nega.

Os apoiadores de Moro dizem que ele saiu porque o presidente estava tentando interferir em investigações sigilosas da PF que envolvem seus filhos. Já Bolsonaristas dizem que Moro é um oportunista com ambições políticas que só saiu do governo porque não conseguiu o que queria: a indicação para a vaga de novembro ao STF.

E em qual herói caído devemos acreditar? Nos dois!

* Advogada

CRISE HUMANITÁRIA E O PAPEL DO ESTADO

Dra. Ionara Nunes *

O mundo como o conhecíamos não existe mais! Estas palavras não são minhas, mas de muitas pessoas que vão diariamente à TV falar dessa enorme crise global que nos assola, só que ela não é a primeira, pois já estamos ficando habituados com diversas crises quer sejam financeiras, naturais, da saúde, humanitárias. O Corona Vírus é a bola da vez. Qual será a próxima? Não gostaria de fazer tal estimativa catastrófica, mas a humanidade tem feito pouco para evitar mais uma crise. Existe saída? Sim, mas onde ela está? Nas mãos dos mesmos seres causadores de crises, os seres humanos.

Desde os primórdios a percepção de que a ganância humana ampara poucos e desampara muitos é presente, mas também é sabido que muitos sobreviveram quando se organizaram e se uniram em tribos a fim de defender seus interesses e os de sua tribo. É a lei da sobrevivência. Unidos os dominadores sempre conseguiram sobreviver e prosperar.

A humanidade ao longo do tempo foi evoluindo para o que conhecemos hoje, mas embora estejamos envoltos em tecnologias, conhecimentos avançados e a vida tenha ficado teoricamente mais fácil, uma coisa permanece intacta: o ser humano tem que lutar pela sobrevivência e esta luta tem ficado cada vez mais dura, apesar das facilidades da vida moderna.

Em algum momento se percebeu que apenas a chefia das tribos já não era mais suficiente para organizar e controlar as pessoas, a quantidade de gente cresceu e foi preciso um método inovador: o Estado foi criado e a ele todos prestam satisfações, pagam impostos e devem obediência. Existe forma melhor de organização da comunidade? Já tentaram, mas também foi provado que se a mão invisível dele protege ou pelo menos tenta proteger a sociedade, as pessoas conseguem sobreviver com o mínimo de direitos assegurados.

Tem sido através do Estado que se pôde pensar em sistemas de educação e saúde públicas, o direito de recorrer ao judiciário quando algum direito é negado também advém dele e o direito de cobrar das lideranças que se dispõem a nos representar também surgiu da noção de que existe alguém mais poderoso que um Rei e que todos, inclusive este Rei, deve obediência através de um código de leis universais chamado Constituição.

Ocorre que de uns tempos para cá entusiastas do desmantelo do Estado, os arautos do Estado mínimo alardeiam que é mais frutífero para todos que os recursos públicos diminuam, que as privatizações aumentem, que o trabalho se precarize e que o bom é uma vida mais individualista, onde a existência dos patrões de si mesmos e os empreendedores se proliferem a cada esquina. Uma maravilha na teoria, mas na prática não tem dado nada certo. A pobreza aumentou, a desigualdade explodiu, a indústria perdeu força, o trabalho ficou cada vez mais penoso e os direitos sociais ficaram cada vez mais difíceis de se garantir e, no meio desse turbilhão veio a COVID-19.

Então agora se vê a importância do Estado para a solução da crise da pandemia. De fato, quanto mais mínimo ele for, menos pessoas estarão protegidas e mais fácil será a contaminação. Foi preciso isso para se perceber que a desigualdade é a causa dos grandes males do mundo? Qualquer enfermidade se potencializa em um ambiente de miséria e fome. A Europa, na Idade Média, passou pela Peste Negra e teve quase toda a sua população aniquilada e, com isso, entendeu que uma sociedade com condições dignas de vida resiste à destruição em massa. Existem muitas mortes por lá agora devido a esse vírus, mas eles certamente irão se recuperar e melhorar o que já é ótimo, o seu sistema de saúde gratuito e universal. Saúde é um Direito.

No Brasil o SUS tem suas muitas deficiências e a cada ano perde investimento por causa de um insano e injustificável congelamento de gastos na saúde e, mesmo assim, consegue salvar muitas vidas. O SUS só existe por causa do Estado e se este for mínimo não será possível pensar em saúde para todos. Muitos morrerão e ninguém quer a morte.

*Advogada 

Por Auri Simplício: Jogo de Intrigas

Por Auri Simplício – vice prefeito de Macaíba

Causa desconforto aos que fazem o sistema politico governamental, a postura assumida pelo então Secretário para Assuntos de Governo, Linduarte Lima, ao colocar de forma não convencional, a disposição do funcionário público Edi Elias, os blog´s, “Informativo Atitude” e “Macaíba no Ar”, indo além, quando constrange funcionários da gestão municipal, a pousarem para fotografia e declararem apoio ao pré-candidato de sua predileção.

Nossa experiência politica, acumulada ao longo desses dezesseis anos, não nos permite fazer a leitura de aonde vamos chegar com essa estratégia, quando publicamente, expõe uma disputa interna. A oposição acompanha e torce a distância, aguardando o desfecho deste imbróglio que deixa a situação fragilizada.

O momento politico, requer do sistema situacionista, a união de forças, que promovam a convergência em torno de um projeto único para o desenvolvimento do nosso município e não estimular à discórdia dentro da própria base política. Não cabe em Macaíba um Projeto pessoal como o defendido pelo Secretário, cooptando funcionários do município a sua causa, prometendo o que não tem para entregar. A politica é um espaço coletivo, onde se debate democraticamente as ações que venham ao encontro dos anseios da população.

Quando Linduarte, se auto-intitula, como um grande estrategista da politica macaibense, colocando-se como responsável pelas estratégias vitoriosas em todas as campanhas da atual gestão, no mínimo causa estranheza, sendo necessário que se reveja a história.

Em 2004, encontrava-me ausente da politica, Dr. Fernando candidato natural à reeleição, “sem necessidade de pesquisa”, fui convidado para compor a chapa como Vice-Prefeito. Em 2008, havia vários pré-candidatos a Prefeito, para surpresa de todos à candidata escolhida “sem necessidade de pesquisa” pela gestão municipal, foi Marilia Dias, contrariando vários pretendentes ao cargo. O final desta história, todo macaibense a conhece.

No mínimo exijo respeito a nossa postulação como pré-candidato, que nasce legitimada por uma convivência pacífica e de serviços prestados ao município durante dezesseis anos, dos quais, doze exercendo o mandato de Vice-Prefeito e quatro a frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município. O excesso de pragmatismo imposto pelo Secretário põe em cheque a construção de uma unidade politica, forte e coesa no sistema governista.

No atual cenário politico, precisamos ter bom senso, principalmente em respeito ao povo de Macaíba, que por vinte anos vem delegando ao sistema vitorioso do Prefeito Dr. Fernando, a primazia da governabilidade do 5º município mais populoso Rio Grande do Norte.

Neste momento, diante da eminência de alternância do poder, não podemos, nem devemos, sinalizar para um futuro de incerteza, e ao mesmo tempo, transferir para a população, o sentimento da dúvida. Já vivenciamos essa experiência e não deu certo.

Atendimento médico ou campanha política dentro do consultório?

Fernando Cunha é o famoso 171.
Prefeito malandro

O vídeo de Daniel Cabral mostrando o prefeito atendendo num posto de Saúde foi o assunto do dia e rendeu vários questionamentos ao povo macaibense. Tais como:

Será que o prefeito pode atender nos postos de Saúde no horário em que ele deveria está na Prefeitura resolvendo os problemas do povo?

O que ele está fazendo não é crime, tendo em vista que o atendimento médico é só um pretexto para ele fazer campanha política dentro do consultório?

Ele sempre fez isso quando se aproxima a campanha eleitoral, será que a Justiça de Macaíba não vai fazer nada?

Enfim, meus amigos e amigas macaibenses, Daniel Cabral colocou o prefeito numa sinuca de bico.

Se está errado ou não, se é crime ou não, isso eu não sei. Mas que o prefeito faz esses atendimentos com viés político, pode ter certeza que sim. Senão, ele não deixaria para fazer esse trabalho, apenas, nas vésperas da eleição.

O problema é que isso não é novidade nem para o povo, nem para a Justiça de Macaíba.

E por falar em Justiça:

O que o Ministério Público tem a dizer sobre isso???

Abaixo, assistam ao momento que Daniel expõe a politicagem praticada dentro de um consultório médico:

Bastidores da Política em… Traição

Por Jefferson Lázaro

O clima está tenso nos Palácios Auta de Souza e Alfredo Mesquita, que é a Câmara Municipal.

Os Cunhas armaram uma arapuca chamada “Edi” para apunhalar o presidente da Câmara, ver. Gerson Lima, pelas costas.

Gerson é o grande líder de uma base de vereadores que todo prefeito gostaria de ter: são pelo menos 11 dos 15 vereadores.

Isso é mais que suficiente para que o prefeito aprove qualquer que seja o projeto de lei.

E suficiente também para manter a oposição completamente de mãos atadas.

Porém, se não fosse pelo vereador Gerson Lima, o prefeito não teria nada disso.

Gerson é o principal apoiador desses últimos dois mandatos do prefeito.

Naturalmente, somente ele tem o direito de reivindicar a sucessão ao Palácio Auta de Souza, assim como também Auri Simplício que é o vice-prefeito.

Aí vejam só o que é que os Cunhas fazem:

Colocam meia-dúzia de cargos comissionados, liderados pelo secretário mais sem noção da face da terra, cujo a atribuição é olhar Assuntos no Facebook, fazer campanha para um funcionário do Posto da Maré, chamado Edi.

Eu falei campanha.

Edi do Posto da Maré está fazendo campanha com a aval do prefeito Fernando Cunha e do seu irmão Sérgio Cunha.

Aí, eles vêm com essa conversa para boi dormir de que não irão interferir nas três candidaturas do Palácio Auta de Sousa.

Mentira!

Só o fato deles criarem Edi já é uma afronta aos legítimos sucessores do cargo, Gerson e Auri, como disse, presidente da Câmara e vice-prefeito.

Toda semana, o secretário de Assuntos do Facebook postava um jornal no seu blog só falando bem de Edi – Edi do posto pra lá, Edi do Posto pra cá – e nada de falar de Gerson Lima e Auri Simplício. A única lorota que ele dizia era que o Alto Comando não iria interferir. Ou seja, é um sem noção.

Na verdade, essa foi uma estratégia errada dos Cunhas.

Quem está no poder há muito tempo acaba achando que pode tudo.

Ao que parece, a traição saiu pela culatra e Edi do Posto a esse altura está pianinho…

É meus amigos, tocaram fogo no galinheiro!

Isso porque eu nem falei da reunião que teve lá no Palácio Auta de Souza, em que Gerson botou moral na casa. Esse assunto para um próximo e emocionante artigo…