Policiais civis realizam Operação Zero a partir desta terça-feira (05)

Com a Operação Zero, os Policiais Civis do interior devem se concentrar nas delegacias regionais, enquanto a categoria negocia com a governadora.

Policiais civis do Rio Grande do Norte decidiram que, a partir desta terça-feira, 5, vão deflagrar a Operação Zero e se concentrar na Central de Flagrantes. A categoria cobra uma nova proposta do Governo do Estado referente ao projeto de reestruturação de carreira, bem como as promoções atrasadas que não foram implantadas, previsão de pagamento dos salários atrasados e melhores condições de trabalho.

A diretoria do SINPOL-RN informa que foi chamada para uma reunião com o Governo na manhã desta segunda-feira, 4, no entanto, não houve nenhum avanço.

“Infelizmente, chegamos às 8h30 no Centro Administrativo e saímos às 16h sem absolutamente nada. A equipe do Executivo abandou, literalmente, a diretoria do sindicato em uma sala, por volta das 12h, e não retornou mais. Somente após termos ligado para cobrar um posicionamento nos foi dito que não havia previsão da possível proposta a ser apresentada”, explica Nilton Arruda.

A diretoria então voltou para o SINPOL-RN e repassou as informações aos Agentes e Escrivães. “Diante da insatisfação e do tratamento desrespeitoso que recebemos, ficou deliberado pelo início da Operação Zero”, completa.

Com a deflagração da Operação Zero, os Policiais Civis esperam ser recebidos pela governadora Fátima Bezerra e que ela coloque uma proposta na mesa. “Os rumos do nosso movimento dependerá do próprio Governo. O prazo assinado em um termo de compromisso no dia 23 de julho se venceu em 31 de outubro, então, agora é uma questão de vontade política”.

A diretoria do SINPOL-RN lembra que os policiais civis vêm lutando por valorização pelo trabalho realizado no combate à insegurança. “Nós queremos que o Governo reconheça o esforço que temos feito diariamente, inclusive, por sermos um dos piores efetivos do Brasil, cobramos também a realização do concurso público”.

Com a Operação Zero nesta terça-feira, conforme a deliberação, os Policiais Civis do interior devem se concentrar nas delegacias regionais.

“Minha vontade é viver, e não vou desistir”, afirma cantor Deny Dantas em nota

O cantor anunciou que ficará afastado por um tempo dos palcos, por recomendação médica, mas, assim que estiver devidamente bem, estará de volta aos palcos.
Foto: Reprodução/Facebook

O cantor Deny Dantas publicou uma nota na manhã dessa quarta-feira (11), a respeito do triste episódio ocorrido na segunda-feira (09), no qual ele foi resgatado na Ponte Newton Navarro, onde estava prestes a cometer suicídio. “Passei por momento muito difícil de minha VIDA. Deus, em sua infinita misericórdia enviou anjos para impedir o que eu ali estava para fazer”, escreveu o cantor nas redes socais.

Na nota, o artista agradeceu às pessoas que o resgataram, a quem ele chamou de “anjos”, assim como também ele agradeceu a Deus, familiares, fãs e amigos. “Eu realmente senti que não estou sozinho, e isso é muito gratificante, muito obrigado de verdade a todos vocês”, declarou. 

O cantor finalizou a nota tranquilizando os fãs, dizendo que já iniciou o tratamento com profissionais capacitados  e que ficará afastado dos palcos por recomendações médicas, até que esteja devidamente bem. “Minha vontade é viver, e não vou desistir. Em breve, estarei de volta, fazendo o que sei, e o que tanto amo. Tocar e Cantar”, declarou.

Abaixo, leiam a nota do cantor na íntegra: 

*NOTA – Deny Dantas*Como todos já sabem, na madrugada do último domingo para segunda-feira, passei por momento muito…

Posted by Deny Dantas on Wednesday, September 11, 2019

Operação da Polícia Federal para combater pornografia infantil cumpre mandados no RN

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Natal. Força-tarefa também ocorre em outros estados do país, e ainda no Chile, Panamá, El Salvador, Equador, Paraguai e EUA.
Agentes analisam computador durante 5ª fase da operação Luz na Infância — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Uma operação da Polícia Federal de combate à pornografia infantil cumpriu dois mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte na manhã desta quarta-feira (4). Os mandados foram cumpridos em Natal, segundo a PF.

Ao todo, agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil cumprem 105 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em 14 estados do Brasil e em mais seis países. Esta é a 5ª fase da operação Luz na Infância.

A busca e apreensão visa encontrar arquivos com conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes.

A força-tarefa apura crimes de pornografia infantil e de exploração sexual contra crianças e adolescentes. As ações são coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pela primeira vez, a Polícia Federal está atuando no cumprimento dos mandados juntamente com a Polícia Civil dos estados.

No Brasil, a operação acontece também no Amazonas, Amapá, Alagoas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.

As penas para os crimes investigados variam de 1 a 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil tem pena de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. A punição alcança 4 a 8 anos de prisão para quem produz esse tipo de material.

MPF no RN ajuíza ação contra decreto que extingue cargos na UFRN e IFRN

No estado, decreto impactaria na extinção de 206 cargos em comissão e funções de confiança.
Ministério Público Federal do RN, Procuradoria da República do RN, MPF RN (Foto: MPF/Divulgação)

Do G1 RN

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para suspender os efeitos do decreto presidencial que extingue 206 cargos e funções na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). Ao todo, o decreto presidencial extinguiu 21 mil cargos, funções e gratificações do poder Executivo Federal.

A medida, que passou a valer desde o dia 31 de julho, pode resultar no corte de 158 cargos e funções na UFRN e 48 no IFRN, a grande maioria deles ocupados por servidores.

De acordo com o MPF, a economia com a extinção desses cargos não chega a 0,06% da folha de pagamento das duas instituições. Por outro lado, segundo o MPF, a iniciativa pode inviabilizar o funcionamento de várias áreas da universidade e do instituto, bem como prejudicar indiretamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão, pois os números representam um quarto do total das funções.

A ação do MPF é assinada pelos procuradores da República Caroline Maciel – procuradora regional dos Direitos do Cidadão no RN -, Fernando Rocha e Emanuel Ferreira e reforça que o Decreto 9.725 – assinado pelo presidente da República Jair Bolsonaro em 12 de março de 2019 – “fere a autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições federais de ensino superior. Já há, inclusive, ACPs de teor semelhante em tramitação no Rio Grande do Sul e Pernambuco que resultaram em liminares pela manutenção dos cargos e funções extintos irregularmente”.

O decreto determinou a extinção de milhares de cargos e funções gratificadas e de confiança por todo o Brasil. A Constituição determina, no entanto, que para extinguir funções ou cargos – quando estão ocupados – é necessária a aprovação de leis e não a simples assinatura de decretos. O próprio texto do decreto, porém, reconhece que os cargos e funções não estão vagos e determina explicitamente que os ocupantes “ficam automaticamente exonerados ou dispensados”.

Impacto

Financeiramente, segundo o MPF, o decreto não representa economia significativa para as instituições. No caso da UFRN, o valor anual total das funções extintas corresponde a apenas 0,031% da folha de pagamento de pessoal e encargos sociais. No IFRN esse percentual corresponde a 0,056%. Algumas das funções representavam remuneração mensal de apenas R$ 270,83 e muitas eram ocupadas por servidores de carreira.

“(…) diante dos impactos administrativos e efeitos concretos deletérios à administração das universidades e institutos federais, a suposta economia fica na casa dos centésimos percentuais, de modo que se apresenta como medida, além de ilegal e inconstitucional, também, desarrazoada e desproporcional”, aponta a ACP.

Na área acadêmica, foram extintos cargos como os das coordenações de laboratórios nos campi avançados e as coordenações de administração escolar e as de multimeios. Na área administrativa, há funções de coordenação e de planejamento. Das 158 da UFRN, 141 estavam ocupadas e as demais se encontravam vagas devido à rotatividade de ocupantes e não por serem desnecessárias. Das 141, 101 eram da área acadêmica e 40 da administrativa, representando, respectivamente, uma perda de 23% e 28% do total.

Riscos

De acordo com a UFRN, a extinção das funções, “desacompanhada de um plano de reestruturação das mesmas, pode comprometer o funcionamento adequado das unidades acadêmicas e administrativas, uma vez que algumas delas, por sua natureza, são de difícil reestruturação. Outro risco envolvido é o desestímulo na motivação do quadro de servidores, uma vez que agregarão atividades, inclusive de gestão, sem o devido reconhecimento, podendo ocasionar, inclusive, situações de desvio de função”.

Há ainda o temor de que docentes tenham de acumular atividades atualmente não exercidas, devido à extinção dos cargos, influenciando a disponibilidade dos professores para as atividades fins (ensino, pesquisa e extensão). O MPF reforça que a falta das funções pode gerar até mesmo prejuízo em vez da pequena economia prevista: “(…) é evidente, por exemplo, que um descontrole da área de contratos, por conta de ausência de chefia imediata, pode acarretar em muitos efeitos econômicos prejudiciais ao patrimônio público”, exemplifica.

A ACP tramita na Justiça Federal e inclui um pedido liminar requerendo a suspensão dos efeitos dos artigos 1º e 3º do decreto e que a União não considere exonerados e dispensados os ocupantes dos cargos, assim como não os considere extintos.

Saiba mais

Vítimas de trabalho infantil no RN, crianças chegam a perder as digitais

De acordo com a reportagem da agência Repórter Brasil, as crianças começam cedo no trabalho, às 3 horas da manhã. O sol é muito forte no Sertão, o que dificulta o trabalho. O trabalho costuma ir até as 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.
Foto: Daniel Santini/ Repórter Brasil

No Rio Grande do Norte, crianças que trabalham no processo de quebra da castanha de caju têm suas mãos queimadas e perdem suas digitais no processo.

O óleo presente na casca da castanha de caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha de Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas.

O jornalista Daniel Santini, da Repórter Brasil, foi a João Câmara, no Rio Grande do Norte, verificar as condições das crianças que perdem as digitais no processamento da castanha.

“O óleo LCC tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais”, explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas de caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre.

De acordo com a reportagem, as crianças começam cedo no trabalho, às 3 horas da manhã. O sol é muito forte no Sertão, o que dificulta o trabalho. O trabalho costuma ir até as 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.

O emprego de crianças na quebra da castanha de caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar.

Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região de Serra do Mel. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.

O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015, mas, mesmo com denúncias, situações com a de João Câmara persistem.

A auditora fiscal do trabalho Marinalva Cardoso Dantas, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador, tem realizado sucessivas ações de fiscalização, denunciado a situação e cobrado soluções. “Não dá para aceitar que as crianças continuem nessa situação, mas não basta reprimir, é preciso oferecer alternativas”.

Internet, literatura e combate às drogas: projeto de policiais federais leva palestras a escolas do RN

Projeto Federais Solidários volta às atividades nesta segunda-feira (15) em escola municipal de Nísia Floresta.
Projeto de policiais federais leva palestras educativas a escolas do RN — Foto: Divulgação

Do G1 

O projeto social Federais Solidários, criado há dois anos pelo Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Norte (Sinpef-RN), está retomando suas atividades. Na próxima segunda-feira (15), a ação chega à Escola Municipal Alberto de Carvalho Araujo, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Os temas das palestras para os estudantes são ‘Os perigos da internet’, ‘A importância da leitura’, ‘As drogas e os seus danos’ e ‘Cidadania contra a corrupção’.

Esta será a primeira apresentação após a morte do idealizador do projeto e então presidente do Sinpef, José Antônio Aquino, vítima de um infarto no mês passado. Na ocasião, haverá uma homenagem em sua memória.

“Nossa missão precisa continuar, que é abordar assuntos relevantes para a evolução do conhecimento de crianças e jovens potiguares por meio de palestras gratuitas. Este é um dos mais importantes legados que Aquino nos deixou”, destaca Sérgio Guimarães, que assumiu a presidência do Sinpef-RN.

“O conhecimento é o alicerce do ser”, acrescenta o escritor e policial federal Junior Dalberto, um dos palestrantes.

O Projeto

No primeiro ano do projeto, cerca de 2.000 pessoas foram beneficiadas com as ações. Em 2018, o número saltou para 3.500. Para este ano, a expectativa é chegar a 4.000.

Em 2018, o projeto Federais Solidários concorreu ao Prêmio Innovare – um dos mais conceituados do país, e cujo objetivo é o reconhecimento e a disseminação de práticas transformadoras.

Escolas ou instituições interessadas em receber o projeto podem ligar para o número (84) 99971-5257.

O casarão de d. Lourdinha

Construído entre os anos de 1948-49, em estilo eclético, para ser a residência do abastardo comerciante e político Luís Cúrcio Marinho, então prefeito de Macaíba. Esse era o último casarão que resistia na Rua João Pessoa, antiga Rua da Pátria, centro da cidade.

Por Anderson Tavares de Lyra

Assistindo as transformações de uma cidade, o historiador sofre duas vezes: por saber como era e como se encontra determinado local. Por ter a noção histórica e sentimental da importância de determinado bem, seja ele arquitetônico, documental e mesmo imaterial. Hoje, dia 24 de junho de 2019, o último casarão que resistia na Rua João Pessoa, antiga Rua da Pátria, centro de Macaíba, começou a ser demolido. Com as pedras vão-se as boas lembranças da infância e juventude passadas naquele lugar.

Construído entre os anos de 1948-49, em estilo eclético, para ser a residência do abastardo comerciante e político Luís Cúrcio Marinho (1901-1971) e sua esposa Letícia Grilo. Luís Cúrcio estava no cargo de prefeito de Macaíba e edificou sua casa ao mesmo tempo em que urbanizava o antigo cais do porto da cidade, transformado na atual Praça Dr. Antônio de Melo Siqueira e que constituía o espaço público mais bem equipado e moderno de Macaíba.

Com a urbanização e a praça surgiu também o Parque Governador José Varela, espaço de modernidade no coração da velha cidade, que ensaiava os primeiros passos para sair do século XIX. O parque era composto por biblioteca, sede da banda de música, câmara de vereadores e o famoso Pax Clube, que reunia a sociedade local em festas memoráveis. Como sentinela de tudo, o antigo farol.

O Brasil atravessava uma época na qual a industrialização ia chegando aos poucos à construção civil, até então atendida por indústrias de fundo-de-quintal ou por artesãos que confeccionavam na própria obra aquilo de que precisavam. Esta situação levou a construções bem típicas, como o casarão de Luís Cúrcio Marinho, que empregou na construção o que havia de melhor na época.

Foram utilizadas veneziana nos quartos, o piso todo em ladrilhos hidráulicos, varanda na entrada, portões e muros baixos, manilha de barro, estuque e belíssimas colunas em estilo romano que guarneciam a entrada da casa e eram reproduzidas na divisão das duas salas principais. No banheiro, a instalação da primeira banheira de Macaíba.

O telhado usava telhas francesas, com seus caimentos acima de 40% e apoiadas em uma trama de ripas e caibros que, por sua vez, se apoiavam em tesouras feitas, em geral, de peroba e que se apoiavam em cima das paredes usando coxins, igualmente de madeira, para distribuir melhor o esforço sobre os tijolos.

O casarão possuía um belo jardim, cujos canteiros eram demarcados por pequenas e reluzentes pedrinhas brancas e guardado por um poste artisticamente trabalhado e que repousava dentro de uma piscina rústica. O alpendre em “L” possuía muretas, que eram encimadas por canteiros de pequenas flores. Nos fundos da residência, Luís Cúrcio instalou um parque e um pequeno zoológico para deleite de sua filha Rosa de Lourdes.

Posteriormente com a sua mudança para Natal, Luís Cúrcio vendeu a casa e os prédios comerciais ao casal Cícero Luís e Silva e Maria de Lourdes Pessoa, que conheci e privei da amizade, especialmente de d. Lourdinha, a quem eu dedicava um carinho especial. Foi por ela que retirei o pedido de tombamento que fiz do casarão, em 2002. Não podia contrariá-la.

D. Lourdinha, falecida no dia 31 de dezembro de 2017, aos 96 anos, resistiu até o fim, sentada na sua cadeira de rodas, do alto da antiga varanda, observando o “progresso” da cidade e cumprimentando a todos que passavam com o seu aceno amigo, será sempre uma imagem imóvel, na minha memória.

Cícero Luís foi comerciante bem estabelecido em Macaíba com loja de tecidos e sapatos, no mesmo prédio em que hoje negocia Vinício Ferreira e filhos, na Rua da Conceição. Militou na política local, sendo candidato a prefeito de Macaíba. Quando Silvan Pessoa e Silva foi prefeito de Macaíba, entre os anos de 1977 a 1983, o casarão volta a ser o centro do poder na cidade.

Entre os anos de 1996 e 2006, o nosso grupo de amigos formando por Rondineli Dantas, André Luiz Galvão, Vinício Ferreira Neto, Thalys Menguita e Eudivar Farias Neto (bisneto de Cícero Luís e d. Lourdinha), fincávamos cadeiras ora na varanda, ora na calçada, e observando o vai e vem das pessoas naquela que é uma das artérias mais movimentadas do centro da cidade, jogávamos conversa fora.

Particularmente, me dirigia sempre que possível final das tardes ao casarão, para conversar com d. Lourdinha, sua filha Dirinha e a saudosa Lourdes, que cuidava de tudo e de todos. Hoje, todas são lembranças, regadas no mais íntimo da saudade.

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* Artigo publicado originalmente no blog Senadinho Macaíba

Guarda Municipal de Ceará-Mirim inicia ciclo de palestras nas escolas, atuando assim, na prevenção das violências

A Guarda Municipal de Ceará-Mirim iniciou um ciclo de palestras nas escolas e dessa forma intensifica a prevenção das violências no contexto escolar.

A Guarda Municipal de Ceará-Mirim iniciou um ciclo de palestras nas escolas e dessa forma intensifica a prevenção das violências no contexto escolar.

A GMCM visitou nesta quinta-feira, 28/03/2019, a escola do CERU no Distrito de Coqueiros, na zona rural do município e teve uma interação bastante significativa com a comunidade escolar.

A interação GMCM e Escola será fortalecida a cada encontro com os alunos e demais profissionais presentes no estabelecimento de ensino e assim, será fortalecida cada vez mais a busca pela paz social.

Casamento gay é uma forma de resistir contra homofobia

Sidi Schneider foi professor Escola de Neurociências de Macaíba e, recentemente, couso-se com o escritor e advogado, Márcio Benjamin.
Casamento de Sidi Schneider e Márcio Benjamin (Foto: Reprodução/Brechando)

Lembram do Márcio e Sidi que falamos no Dia dos Namorados de 2017? Eles se casaram em janeiro! O Brechando adora saber como estão os entrevistados e vamos contar a história deste casório, que ao invés deles quererem um super faqueiro, eles optaram em fazer um casamento solidário. Tudo começou quando eles completaram quatro anos de namoro, mas o enlace planejado com tudo que tinha direito foi adiado quando os dois temeram pela perda de direitos aos LGBTs com a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

“A ideia de casar surgiu há três anos, quando completamos quatro anos de namoro e liguei para meus pais dizendo que queria ficar muito com o Márcio para sempre, pedindo, assim, a benção deles para casar. Eles prontamente responderam: ‘Se Márcio aceitar, era para dizer que parabenizava a escolha e torcia para nossa felicidade’. Nesse período, a gente sempre sonhou ter um casamento, com planejamento. O nosso real casamento aconteceu com a entrada do Bolsonaro no poder e as constantes ameaças de perda direito à comunidade de LGBT, principalmente pela forte influência da comunidade evangélica. Márcio pediu o casamento enquanto lavara a louça. Por sinal, era aniversário do meu pai e prontamente apoiou essa ideia, principalmente para proteger os nossos direitos”, disse Sidi Schneider.

A cerimônia civil foi através de um matrimônio coletivo, mas a festa rolou em um bar no bairro de Ponta Negra, com todos os amigos presentes.

Mas, por que o casamento do mesmo sexo ainda é uma afronta? Sidi prontamente responde: “O casamento gay é o combate de toda a moral que é propagada naqueles comerciais de televisão. Não existe isso, tem famílias que mães solteiras são chefes de família, netos criados pelos avós…Mas, o gay casando é uma quebra de estereótipo, visto que muita gente nos denominam de promíscuos, a gente está mostrando o outro lado da sociedade”.

Eles se conheceram na Rua do Salsa em Ponta Negra, foi amor à primeira vista, rapidamente engatou para o romance e começaram a se ver todos os dias e depois, veio o namoro à distância para finalmente morar junto e viver como grandes companheiros, amigos e eternos amantes.  Agora, casados oficialmente no papel desde o final de janeiro e com uma boa ação por trás.  A ideia era chamar poucos amigos, visto que ambos estavam passando por problemas financeiros, porém todos os amigos se uniram para lutar que o casal não perdesse seus direitos.

Eles se conheceram na Rua do Salsa em Ponta Negra, foi amor à primeira vista (Foto: Reprodução/Brechando)

“Quando surgiu uma rede de apoio de amigos que estavam fornecendo o local da festa, cabelo e dentre outras coisas vimos que também precisamos retribuir essa boa ação, porque acreditamos no amor ao próximo. Não adianta pela diversidade do amor, se não olhar o próximo. Escolhemos o Instituto Amar, que ajuda 130 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, não recebe alguma ajuda do Governo do Estado, no qual ficaram três meses fechados no ano passado por não receber comida”, contou o Sidi.

E os convidados? “Eles toparam na hora, não só os convidados, mas também amigos de outros estados e amigos deles pedindo ajuda para saber como faz para ajudar, pois postei em todas as minhas redes sociais. Um casal de lésbicas de Santa Catarina chegou na minha conta do Facebook mandando mensagem parabenizando pela atividade, dizendo que fez mesma a ação. Fiquei muito feliz. Muita gente topou essa ideia, gente que a gente conhecia e não conhecia, mandando energia boa. Foram quase 300 kgs de alimento, houve muita doação de material escolar e material de limpeza que deve durar por algum tempo.”.

As doações foram entregues nesta semana e o casal aproveitou para conhecer o espaço. “Nesta quarta-feira (13) as ações foram entregues em Pium, o espaço é lindíssimo e ótimo para as crianças brincar, um lugar bastante receptivo, mas a gente já está querendo voltar para fazer trabalho voluntário e ajudar mais. Penso fazer alguma coisa voltada na escolaridade”, contou.

E, agora, como está a vida de casado? “O casamento é mágico, embora que estamos juntos há setes anos, o fato de chegar e dizer que ele é meu marido é uma sensação fantástica. Além de estar com Márcio, eu estou defendendo que estou com uma pessoa e existo enquanto casal. Uma prova de resistir”, finalizou.

Aplicativo de monitoramento de políticos coloca binóculo gigante em Brasília

A instalação é uma iniciativa da instituição “Poder do Voto”, que lançou 1 aplicativo que disponibiliza perfis de políticos eleitos.
Binóculo inflável gigante em frente ao Congresso Nacional para alerta o cidadão para ficar de Olho no Congresso (Foto: Sérgio Lima/PODER 360)

Uma semana depois do início do ano no Legislativo, os habitantes de Brasília acordaram nesta 3ª feira (12.fev.2019) com 1 binóculo gigante voltado para o Congresso Nacional. A instalação é uma iniciativa da instituição “Poder do Voto”.

O Poder do Voto lançou 1 aplicativo que disponibiliza perfis de políticos eleitos. Nele, o usuário pode acompanhar as leis que estão em votação, conhecer a opinião de diferentes órgãos, comentar se é ou não a favor de uma lei e checar de 1 congressista vota de acordo com as ideias.