Doria acha inaceitável fala de Bolsonaro sobre pai de presidente da OAB

Governador de São Paulo declarou ser filho de um deputado cassado pela ditadura, que foi para o exílio e “perdeu quase tudo durante esse período”
Foto: Reprodução/Internet

Revista Exame

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiu às declarações dadas hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, sobre o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, desaparecido durante a ditadura militar.

“Sou filho de um deputado cassado pela ditadura, que foi para o exílio e perdeu quase tudo durante esse período. Inaceitável. Foi uma declaração infeliz do presidente Bolsonaro”, afirmou Doria durante coletiva de apresentação de um investimento de R$ 7 bilhões feito pela Bracell para expansão de sua fábrica no interior do Estado.

O pai do governador, João Agripino da Costa Doria Neto, foi eleito deputado suplente e assumiu uma cadeira na Câmara em 1963. Por ter sido apoiador do então presidente João Goulart, foi colocado na lista de punições do Ato Institucional Nº 1 em 1964, e teve seu mandato cassado. Se exilou em Paris e retornou ao Brasil em 1974.

Mais cedo, o presidente afirmou que pode “contar a verdade” sobre como o pai de Felipe Santa Cruz desapareceu na ditadura militar. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse Bolsonaro a jornalistas.

Decreto permite que ministro da Educação nomeie diretores de escolas técnicas federais

Em maio, um outro decreto deu poderes à Secretaria de Governo de avalizar as indicações de reitores em universidades.
Ministro da Educação Abraham Weintraub(Foto: Reprodução/Internet)

G1

Um decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (11)permite que o ministro da Educação nomeie diretores-gerais dos Centros Federais de Educação Tecnológica, de Escolas Técnicas Federais e de Escolas Agrotécnicas Federais caso o cargo fique vago. O decreto estipula que a permissão é para designação temporária no hipótese de haver vacância do cargo.

De acordo com o documento, o diretor-geral “pro tempore” será escolhido entre os docentes que integram o Plano de Carreiras e Cargos do Magistério Federal que tenham, no mínimo, cinco anos de experiência no ensino federal.

Em maio, um outro decreto deu poderes à Secretaria de Governo o poder de avalizar as indicações e nomeações do Executivo, o que inclui “dirigente máximo de instituição federal de ensino superior”.

Prisão de sargento com 39 kg de cocaína repercute na imprensa internacional

Meios de comunicação dos Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha e Alemanha destacaram o caso
Imagem do jornal francês Le Monde tratando da prisão do sargento brasileiro na Espanha

O Estado de S.Paulo

A imprensa internacional repercute nesta quarta-feira, 26, a prisão de um militar brasileiro que transportava 39 kg de cocaína em um avião que integrava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro. O homem, de 38 anos, um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), foi preso no aeroporto de Sevilha, na Espanha, e estava no grupo de 21 militares que dão suporte à viagem presidencial até Tóquio, onde Bolsonaro participará da reunião do G-20. O presidente não estava no mesmo avião que o militar preso.

O diário Le Monde, um dos principais da França, escreve que essa não era a primeira viagem presidencial do sargento e que a situação dá elementos para a oposição criticar o presidente. “Bolsonaro abalado pelo caso ‘Aerococa’, depois que 39 kg de cocaína foram encontrados em um avião oficial” foi o título dado pelo diário parisiense.

O jornal americano The Washington Post deu ao caso ênfase diferente da dos periódicos britânicos, citando Bolsonaro somente no quarto parágrafo da reportagem e reproduzindo com destaque informações técnicas sobre a apreensão dadas por uma fonte anônima integrante da guarda civil espanhola.

“Cocaína na Espanha coloca Bolsonaro sob tensão” foi o título da publicação inglesa Financial Times, que classificou o caso como “um constrangimento internacional para Bolsonaro” em matéria publicada em seu site. A reportagem diz ainda que “a detenção é um baque para o direitista Bolsonaro, cujo governo está tentando endurecer as leis sobre drogas e tem frequentemente louvado as Forças Armadas”.

A revista alemã Der Spiegel também dedicou espaço ao caso em seu site. Em texto curto, apenas relata a situação e cita que o soldado integrava a comitiva do presidente para a viagem ao G-20. “Militar na comitiva presidencial brasileira tinha 39 quilos de cocaína”.

Na Espanha, o El País intitulou a reportagem com “Detido em Sevilha um militar da comitiva de Jair Bolsonaro com 39 quilos de cocaína” e explicou que a droga foi encontrada por agentes espanhóis quando o militar brasileiro desceu do avião da FAB com um saco de guardar roupas e uma mala de mão.

 

Maia anuncia rompimento com líder do governo na Câmara

O presidente da Câmara, que já não nutria simpatia pelo líder e não o recebia em seu gabinete, irritou-se com postagem do deputado em rede social de uma charge que insinua que o “diálogo” seria equivalente a um parlamentar com dinheiro.
Presidente Jair Bolsonaro e Presidente da Câmara Rodrigo Maia (Foto: Reprodução/Internet

Por Maria Carolina Marcello/Site Terra

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rompeu com o líder do governo na Casa, Vitor Hugo (PSL-GO), nesta terça-feira durante reunião do colégio de líderes da Câmara, confirmaram duas fontes, num momento em que a gestão de Jair Bolsonaro patina em organizar sua base para a votação de medidas importantes, como a reforma da Previdência.

O presidente da Câmara, que já não nutria simpatia pelo líder e não o recebia em seu gabinete, irritou-se com postagem do deputado em rede social de uma charge que insinua que o “diálogo” seria equivalente a um parlamentar com dinheiro.

Maia argumentou que se o líder do governo, que foi servidor da Casa, considera que o diálogo seja semelhante ao insinuado pela imagem divulgada, não haveria porque manter conversas com ele.

O presidente da Câmara, então, anunciou o rompimento de relações pessoais com o líder do governo.

Vitor Hugo ainda tentou argumentar, lembrou que Maia não o recebia, e que só conseguia contato com o presidente da Câmara por meio de ministros. Reclamou, mas não desmentiu a distribuição da imagem ou pediu desculpas.

O clima da reunião pesou, os demais líderes mantiveram um momento de silêncio após o anúncio do presidente.

Ainda segundo o relato de uma das fontes, que acompanhou a reunião, o governo foi o alvo preferencial dos ataques na reunião desta terça-feira da maioria dos presentes. Integrantes do centrão, da oposição e o próprio Maia não pouparam críticas ao Executivo.

Uma liderança que também participou da reunião afirmou que o clima, dentre os parlamentares, é de indignação com o governo por se pautar pelas redes sociais. A avaliação dessa liderança é que não há projeto e que a gestão tem sido desastrada com as idas e vindas do presidente nas decisões que toma.

Deputados acertaram ainda, na reunião, que tentarão votar duas medidas provisórias que tratam do setor aéreo nesta terça-feira. Na quarta, a expectativa é de votação da MP que modifica a estrutura dos ministérios. A oposição, no entanto, promete obstruir as votações.

As três propostas são de interesse do governo, mas é quase uníssono no Congresso o discurso de que os parlamentares se dedicarão à análise das matérias por responsabilidade com o país, e não por vontade do Palácio do Planalto.

O Parlamento vem, cada vez mais, desenhado um movimento de descolamento do governo. A palavra da vez, entre os parlamentares, é de protagonismo do Congresso, que agirá na ausência de uma atuação do governo.

População se revolta contra publicação ofensiva do chefe de gabinete da Prefeitura

A equipe do Macaíba News fez uma grande pesquisa e separou os principais comentários e publicações criticando a falta de ética do chefe de gabinete. O seu comentário pode está aqui.
Postagem do chefe de gabinete, Pedro Galvão, ofendendo os macaibenses (Foto: Reprodução/Facebook)

Desde ontem, não se fala outra coisa em Macaíba a não ser as declarações ofensivas publicadas pelo chefe de gabinete da Prefeitura de Macaíba, Pedro Galvão, em seu perfil no Facebook, na qual ele dizia vários palavrões por causa da modinha “Diz ser de Macaíba, mas…), como mostra a foto acima. Mas a publicação pegou tão mal que ele teve que apagar, tamanha foi (e está sendo) a revolta da população. Apesar disso, a equipe do Macaíba News fez uma grande pesquisa e separou os principais comentários e publicações criticando a falta de ética do chefe de gabinete, inclusive, alguns deles pedindo até a sua demissão. Confiram:

Polêmica: senhora acusa secretário de Agricultura de ter secado os dois pneus traseiros do seu carro

Segundo Edilza Garcia, Francisco Maia, secretário de Agricultura, secou os pneus traseiros do carro dela, que estava estacionado próximo à garagem dele.
Francisco Maia ao lado da sua esposa e vereadora Edma Maia

De acordo com uma publicação feita pela Sra. Edilza Garcia, o secretário Francisco Maia, atualmente responsável pela Secretaria de Agricultura e esposo da vereadora Edma Maia, teria secado os pneus traseiros do carro dela. O fato teria acontecido no último dia 20, quando, segundo Edilza, ela estacionou o seu carro próximo a garagem da casa do secretário.

“Quando sai me deparei com os pneus traseiros do meu carro vazios. Duas pessoas que estavam no local viram quando o secretário de Agricultura, Francisco Maia, esposo da Vereadora Edma Maia, secou os pneus do meu carro, mas em nenhum momento estava impedido a saída do veículo dele da garagem de sua residência. Fica aqui o meu desabafo para que isso não aconteça com outras pessoas. Fica aqui minha indignação!!!”, relatou Edilza, que disse ter prestado queixa na delegacia.

Carro com os pneus traseiros furados estacionado na Rua Prudente Alecrim, próximo à garagem do secretário

Por telefone, entramos em contato a Secretária de Agricultura a fim de obtermos uma resposta do secretário, mas fomos informados de que ele não poderia atender ao telefonema naquele momento, pois estava numa reunião, mas que poderíamos ligar mais tarde. Cerca de 40 mim depois fizemos outras duas ligações, mas nenhuma dessas ligações foram atendidas.