Governo quer aprovar PL sobre Previdência de militares sem alterações

“Espero que passe da melhor maneira possível, da maneira que está”, Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva
Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva(Foto: Divulgação/TV Brasil)

Agência Brasil

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje (12) que espera que o Projeto de Lei (PL) 1645/2019, que trata da nova Previdência dos militares, seja aprovado sem alterações. “Espero que passe da melhor maneira possível, da maneira que está”, acrescentou.

A expectativa do governo é de que seja instalada amanhã, no Congresso, a Comissão Especial que vai analisar o PL. “O Congresso é soberano. As discussões vão começar agora, mas foi um caminho longo”, disse Silva destacando que o texto já foi acordado com as forças armadas, com a equipe econômica do governo federal e com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.

Questionado se não via como privilégio os termos do PL que incluem, por exemplo, a manutenção da integralidade do salário de servidores da ativa, o ministro discordou.

“Não vejo privilégio algum. Se existe uma carreira dentre as carreiras de Estado, inclusive dentro do Executivo, que tem defasagem muito grande, é a carreira militar”, disse.

Bolsonaro diz que “não tem problema” se votação da Previdência atrasar

“Pela minha experiência de parlamentar, temos festa junina [nessas semanas]. O parlamentar fica requisitado. Se atrasar mais uma semana, não tem problema, não. Toca o barco”
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santo/UOL)

UOL

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje que não vê problema se a votação da reforma da Previdência atrasar em uma semana, na comissão especial. O colegiado em que a proposta tramita pode enfrentar dificuldades de ter quorum na semana que vem. Isso em razão das festas juninas, o que atrai os deputados de volta às suas bases eleitorais.

“Pela minha experiência de parlamentar, temos festa junina [nessas semanas]. O parlamentar fica requisitado. Se atrasar mais uma semana, não tem problema, não. Toca o barco”, disse.

A proposta é prioritária do governo Bolsonaro, mas líderes do parlamento criticam a falta de empenho do governo para conseguir apoio e votos à medida. Para ser aprovada, a PEC exige ao menos 308 votos favoráveis dos 513 deputados.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência está em fase de discussão e deve ser debatida por 77 inscritos. Membros da comissão tentam fazer uma força-tarefa para votar o projeto até quarta-feira (26).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também corre contra o tempo para que a Previdência seja levada a Plenário até antes de 18 de julho, quando se inicia o recesso parlamentar.