Tremor de magnitude 2.1 é registrado em São Francisco do Oeste, RN

Tremor aconteceu às 11h33 e foi sentido pela população da cidade.
Tremor de terra de magnitude 2.1 foi registrado em São Francisco do Oeste (Foto: Reprodução/LabSis)

G1 RN

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LABSIS/UFRN) registrou nesta terça-feira (28) um tremor de terra de magnitude 2.1 no município de São Francisco do Oeste, no Rio Grande do Norte.

O evento ocorreu mais precisamente às 11h33 do horário local e foi registrado pelas estações sismográficas PFBR, localizada em Pau dos Ferros, e NBPA, localizada em Paraú.

O abalo foi sentido por moradores da cidade. A aposentada Maria José Leite conta que estava fazendo um suco e sentiu as louças no armário balançando. “Foi um tremor muito grande”, disse. O estudante Jean Glauber de Freitas conta que antes do tremor ouviu um grande estrondo. “Por volta das 11h30 eu estava me preparando para almoçar quando ouvi um grande estrondo e senti a terra tremer. Eu nunca tinha visto isso acontecer aqui, mas existem relatos de que já aconteceu outras vezes”.

Há ainda informações de que a população do município de Pau dos Ferros também sentiu o tremor. São Francisco do Oeste fica a cerca de 390 quilômetros de Natal.

De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), outros dois tremores de terra foram registrados no Rio Grande do Norte este mês. No dia 8 de julho ocorreu um abalo sísmico em Pedra Preta, com magnitude 1.6, e no dia 3 de julho um tremor de magnitude 1.9 foi registrado em Caraúbas.

O Laboratório informou a Defesa Civil do estado do Rio Grande do Norte sobre o tremor em São Francisco do Oeste e segue monitorando a atividade sísmica do Nordeste brasileiro em tempo real.

Uso da dexametasona em pacientes com covid é aprovado pela UFRN

“Vários estudos reforçam o posicionamento. Um dos mais importantes foi publicado no News England Journal of Medicine, no dia 16 de julho,  que reforça a utilidade, ainda que pequena, da dexametasona. É um corticoide que impacta na sobrevida das pessoas com covid grave”.
Diretor do Departamento de Infectologia da UFRN, Kleber Luz chama atenção para o uso de remédios (Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)

Tribuna do Norte

Professores do Departamento de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DINF/UFRN) realizaram uma reunião e apresentaram recomendações, com base nas evidências científicas disponíveis, a serem seguidas pelos médicos e comunidade acadêmica para o tratamento de pacientes com covid-19. O grupo de professores aprova o uso do medicamento dexametasona, que atua no sistema imune

“Um ensaio clínico sugere que baixa dose dexametasona (6mg/dia) tenha benefício no manejo de pacientes graves, com necessidades de oxigênio suplementar “, destaca documento publicado após a reunião dos infectologista realizada no dia 16 de julho. Baseados no uso em pacientes graves ou no contexto de ensaios clínicos randomizados e aprovados pelas agências regulatórias, os especialistas da UFRN também admitem o uso de imuneterapia, através de inibidores, imunoglobulina anti-SARS-CoV-2 ou plasma de convalescente.

“Vários estudos reforçam o posicionamento. Um dos mais importantes foi publicado no News England Journal of Medicine, no dia 16 de julho,  que reforça a utilidade, ainda que pequena, da dexametasona. É um corticoide que impacta na sobrevida das pessoas com covid grave”, citou o professor Kleber Luz.

Outra recomendação é a do uso de anticoagulante. “As evidências existentes sugerem que todos pacientes internados devem receber profilaxia antitrombótica. Anticoagulação plena deve ser iniciada tão logo surjam sinais clínicos e/ou radiológicos de tromboembolismo”, afirma a nota dos acadêmicos.

A UFRN está envolvida em estudos para desenvolver medicamentos que possam inibir,  ou diminuir,  a atividade inflamatória em pacientes com Covid-19. “Quando a pessoa tem o COVID-19, além da replicação viral, entra em um processo inflamatório. Essa droga visa combater essa inflamação que posa colaborar para o mau prognóstico das pessoas”, explica Kleber.

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Núcleo da UFRN inicia produção de álcool 70% para unidades de saúde

A produção será destinada às unidades de saúde da UFRN (hospitais universitários e Diretorias de Atenção á Saúde do Servidor – DAS) e à Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap)
Foto: Reprodução/Internet

Tribuna do Norte

O Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam/UFRN) produziu os primeiros mil litros de álcool liquido antisséptico 70% para ajudar as unidades de saúde durante a pandemia do Covid-19. A produção será destinada às unidades de saúde da UFRN (hospitais universitários e Diretorias de Atenção á Saúde do Servidor – DAS) e à Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) para distribuição aos seus estabelecimentos de saúde.

A unidade dispõe ainda de pelo menos 10 mil litros de álcool concentrado que passará por processo de transformação para álcool 70%, mais adequado para matar o vírus e bactérias, pois não evapora tão rápido quanto o álcool absoluto. Os insumos necessários, álcool, embalagem, rotulagem, estão sendo destinados através de doação ou por meio de compra direta partilhada entre a UFRN e o governo do Estado.

O produto está sendo envasado, lacrado e rotulado no próprio Nuplam em garrafas plásticas de 1,5 litro e depois encaixotado em lotes para controle. Por hora, não há previsão para a produção de álcool em gel devido à falta de polímero no mercado, mas segundo a vice-diretora do Nuplam, Lourena Mafra, o Núcleo aguarda a importação do produto, ao mesmo tempo em que são feitas pesquisas de alternativas para o uso de outros espessantes que possam substituí-lo.

Mais polos produtores

Desde a semana passada, o Departamento de Farmácia da UFRN(DFARM) já está produzindo álcool para auxiliar os serviços de saúde do estado durante a pandemia da Covid-19. A unidade do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN) tem capacidade instalada para produzir até 1.200 litros do produto por dia, mas esse trabalho específico depende exclusivamente de doações.

UFRN abre inscrições para ocupação de 448 vagas residuais

Estudante pode se inscrever no processo seletivo até o dia 9 de setembro.
Reitoria da UFRN (Foto: Igor Jácome/G1)

G1 RN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte abriu nesta segunda-feira (19) inscrições para a ocupação de 448 vagas residuais nos cursos de ensino superior da instituição. O aluno pode se inscrever para concorrer a uma das vagas até o dia 9 de setembro e o custo é de R$ 30.

As inscrições são feitas através do site da Comissão Permanente do Vestibular (Comperve) da UFRN.

Ao todo, são 448 vagas oferecidas que estão distribuídas nos campi de Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba e Santa Cruz. As provas acontecem no dia 29 de setembro.

Para se candidatar, é preciso possuir vínculo ativo em algum curso de graduação, ser formado em alguma graduação ou ser ex-aluno de graduação da UFRN. No edital, é possível ver quais cursos têm vagas disponíveis.

O processo seletivo será composto por prova escrita objetiva de língua portuguesa e matemática, além de redação e prova de títulos. As vagas residuais são geradas por cancelamentos de curso, conforme o Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN.