Uma Copa em construção: Doha vira canteiro de obras para receber o mundo daqui a um ano

Uma Copa em construção: Doha vira canteiro de obras para receber o mundo daqui a um ano

 

Foto: Allan Caldas/GE

Por: GE.com

 

Na região central de Doha, uma caminhada de poucos minutos para chegar ao badalado mercado Souk Wakif se transforma em um teste de orientação espacial. Com canteiros de obras espalhados por todo lado, é impossível se deslocar em linha reta, seja qual for seu destino, e mesmo quem vive na capital do Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, por vezes se sente perdido no labirinto de tapumes que emoldura grande parte da cidade.

Assim, com enormes guindastes dividindo a paisagem com arranha-céus – muitos ainda em construção – e obras que não param mesmo à noite, a população local sente os efeitos da transformação pela qual o país está passando para receber, daqui a um ano, o Mundial.

– Nem todas as obras são necessariamente por causa da Copa do Mundo. Muitas delas já estavam planejadas para o desenvolvimento do país, o que importa é que as grandes reformas estejam finalizadas até a Copa. Mas vemos que o metrô já está pronto, a expansão do aeroporto estará completa lá pelo meio de 2022, todas as estradas já estão feitas e o resto das obras estará pronto até o Mundial – disse Nasser Al Khater, diretor do comitê organizador da Copa.

– Se você anda pela cidade, é uma coisa incrível, não para de ter construção. A gente só vê obra pra todo lado – observa o brasileiro Ricardo Trade, que trabalhou no comitê organizador da Copa de 2014 e agora é vice-presidente de operações do comitê da Copa do Catar.

– O metrô está cem por cento pronto e operacional, e isso vai facilitar demais nossa operação. Pontes, rodovias, estão construindo muitos hotéis… O país está sendo reconstruído. Vai ficar um legado incrível pro turismo, depois, do mundo árabe – completou o executivo, que se mudou para o país há quatro meses para acompanhar a reta final de preparação.

Uma transformação testemunhada por quem está há muito mais tempo no Qatar, como o atacante Rodrigo Tabata, do Al Sadd. Caminhando pela orla de Lusail, a cidade erguida do zero ao Norte de Doha, ele se espanta com a capacidade de empreendimento do país. Por lá, canteiro de obras já é coisa do passado, e contemplar o resultado é como olhar para o futuro.