Sesap afirma que síndrome inflamatória observada em crianças e adolescentes pode estar relacionada à Covid-19

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde já haviam alertado médicos e profissionais de saúde sobre a síndrome e a relação com o Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19.
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Tribuna do Norte 

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) alertou nesta sexta-feira, 31, sobre uma nova inflamação que afeta crianças e adolescentes e que pode estar ligada ao novo coronavirus. A inflamação se chama Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica e já foi registrada em pelo menos dez crianças no Rio Grande do Norte, segundo a subcoordenadoria de Vigilância em Saúde da Sesap, Alessandra Lucchesi. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde já haviam alertado médicos e profissionais de saúde sobre a síndrome e a relação com o Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19.

A síndrome pode ser uma das complicações da Covid-19. A princípio, os sintomas mais comuns são febre alta e persistente e, em alguns casos, problemas cardíacos.  Entretanto, a Sesap ainda investiga os casos. “A Covid-19 é muito nova, então ainda estamos aprendendo bastante com o desenrolar dessa pandemia e a evolução clínica dessa doença. A partir disso, há uma preocupação tanto do governo federal quanto do governo estadual para investigação pós-Covid”, afirmou Luchesi nesta sexta-feira, 31.

A recomendação para famílias que tenham crianças que apresentam febre alta é de levar o mais rápido possível para uma unidade de saúde e descrever se a criança teve contato com pessoas que foram infectadas pelo novo coronavirus ou se ela mesma já tem um diagnóstico confirmatório para a Covid-19.

As crianças que apresentaram a doença no Rio Grande do Norte foram atendidas pelo Hospital Infantil Maria Alice Fernandes, localizado em Natal. A Sesap começou a investigar os casos com mais atenção há 10 dias, a partir de uma notificação do Ministério da Saúde no dia 20 de julho que alertou sobre a possibilidade da síndrome.  Segundo Lucchesi, os casos ainda estão em investigação e não há muitos detalhes sobre a síndrome.

A subcoordenadoria garantiu que as crianças atendidas não precisam de ventilação mecânica,  utilizada nos casos mais graves de Covid-19.  No entanto,  a Sesap ainda não possui mais detalhes sobre estes casos. “Somente com a investigação dos casos é que vamos ter as condições de interferir qual o tempo médio de internação, o tratamento adequado, como se dá essa infecção “, disse.